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Atualizado às: 18 de janeiro, 2008 - 18h32 GMT (16h32 Brasília)
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CIA acusa militante pró-Talebã por morte de Bhutto
Baitullah Mehsud
Baitullah Mehsud não se deixa fotografar
O diretor da CIA (a agência de inteligência americana) acredita que o militante paquistanês pró-talibã Baitullah Mehsud e a rede Al-Qaeda estejam por trás do atentado que matou a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, em 27 de dezembro.

Em entrevista ao jornal americano Washington Post, Michael Hayden disse que Bhutto foi morta por aliados de Mehsud, o que já vinha sido defendido pelo governo do Paquistão.

Logo depois do ataque, durante um comício da oposição na cidade de Rawalpindi, o governo paquistanês disse ter interceptado ligações telefônicas que provavam o envolvimento de Mehsud. O militante nega as acusações.

“O ataque foi organizado pela rede ligada a Mehsud. Nós não temos motivos para questionar isso”, afirmou Hayden ao Post.

Campanha

O diretor da CIA ainda disse ao diário americano que a morte de Bhutto faz parte de uma “campanha organizada”, que inclui outros atentados suicidas já realizados contra líderes paquistaneses.

Ainda segundo Hayden, as mesmas forças estariam por trás de uma onda de violência que eclodiu no país com o objetivo de minar a estabilidade do presidente Pervez Musharraf.

“Há um nexo que provavelmente sempre esteve lá, latente, mas que agora está mais claro: um nexo entre a Al-Qaeda e vários grupos extremistas e separatistas”, disse ele na entrevista.

“É clara a intenção deles de continuar tentando prejudicar o estado paquistanês tal como ele existe hoje”.

Guerra santa

Baitullah Mehsud, de 34 anos, é um líder tribal na região conturbada de Waziristão, no sul do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão. De acordo com jornalistas, o local virou um refúgio seguro para a Al-Qaeda e o Talebã.

O correspondente da BBC Syed Shoaib Hasan, que foi um dos poucos jornalistas a conhecerem Mehsud, diz que ele defende que o combate às forças de ocupação estrangeiras no Afeganistão seria uma "guerra santa".

Avesso à publicidade, ele não revela seu rosto em fotografias, um hábito compartilhado pelo líder supremo do Talebã, Mullah Omar.

Em entrevista à BBC no início de 2007, Mehsud disse que "é dever de todo muçulmano lançar a guerra contra as forças infiéis da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos".

Em várias ocasiões ele admitiu abertamente ter cruzado a fronteira com o Paquistão para lutar contra as tropas estrangeiras.

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