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Atualizado às: 14 de fevereiro, 2008 - 22h25 GMT (20h25 Brasília)
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Saiba quem é quem nas eleições paquistanesas
Nawaz Sharif
Sharif é um dos poucos opositores fortes a Musharraf
As eleições gerais paquistanesas da próxima segunda-feira, 18 de fevereiro, vão decidir qual será a nova formação do Parlamento do país.

No total, 342 assentos da Assembléia Nacional, equivalente à Câmara de Deputados, estão em disputa, além de 100 vagas no Senado.

Veja abaixo a lista do principais envolvidos na disputa:

Pervez Musharraf (apoiado pela Liga Muçulmana do Paquistão, PML –Q)

O então chefe das Forças Armadas assumiu o cargo de presidente em um golpe militar em 1999. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, Musharraf vem sofrendo pressão externa para coibir o crescimento do fundamentalismo islâmico no país, ao mesmo tempo em que enfrenta resistência da população em relação à influência do governo americano.

No ano passado, decretou estado de emergência no Paquistão e entrou em conflito com o Judiciário, que ameaçava impedir sua reeleição para o cargo de presidente enquanto permanecesse como chefe das Forças Armadas.

É apoiado pelo PML –Q (Liga Muçulmana do Paquistão – Q), partido que conquistou a maioria dos assentos da Assembléia Nacional nas últimas eleições, em 2002.

PPP (Partido do Povo do Paquistão)

Analistas apontam o PPP como o favorito para conquistar o maior número de vagas no novo Parlamento do país.

A ex-primeira-ministra Benazir Bhutto (que governou o país por duas vezes, entre 1988-90 e 1993-96) voltou do exílio no final do ano passado e surgia como a principal candidata ao cargo de primeiro-ministro.

Bhutto foi assassinada em um comício em Rawalpindi em 27 de dezembro, o que levou o governo a adiar o pleito de janeiro para 18 de fevereiro.

Calcula-se que a simpatia popular pelo partido aumentou desde a morte da ex-primeira-ministra. A imagem do partido está intrinsicamente ligada à da família Bhutto.

O pai de Benazir, o também ex-primeiro ministro Zulfikar Ali Bhutto, fundou o partido no final dos anos 1960, e Bilawal Bhutto, filho de Benazir, foi apontado como o futuro líder do PPP.

O pai de Bilawal, o viúvo Asif Ali Zardari, deve ocupar o posto de chefe interino da agremiação até que o filho, de 19 anos de idade, complete seus estudos na cidade britânica de Oxford.

PML–N (Liga Muçulmana do Paquistão - N)

O partido é liderado pelo também ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, que governou o país por duas vezes, entre 1991-93 e entre 1997-99, quando foi deposto por Musharraf.

Condenado por terrorismo e seqüestro, esteve exilado na Arábia Saudita desde o ano 2000. Sharif voltou ao país em novembro de 2007, prometendo lutar para voltar ao poder.

Ele tem sido um crítico contundente de Musharraf, pedindo repetidamente para que o presidente renuncie como condição para a restauração da democracia.

Suas chances de voltar ao poder aumentaram desde o assassinato de Benazir Bhutto.

Seu reduto político é a província de Punjab, cuja capital é a cidade de Lahore.

Exército

Nos 60 anos de história do país (o Paquistão nasceu de uma cisão da Índia em 1947), o Exército esteve no poder por 33 anos, contra 27 de lideranças civis.

Muitos consideram as Forças Armadas como a instituição paquistanesa mais poderosa.

Analistas dizem acreditar que o serviço secreto do país, a ISI, forneceu treinamento e apoio para o Talebã nos anos 1990 e muitos duvidam do comprometimento da instituição com o combate aos militantes islâmicos nas zonas tribais semi-autônomas na fronteira com o Afeganistão, onde a presença do governo central sempre foi históricamente pequena.

Desde o final do ano passado, o Exército tem evitado se pronunciar sobre as disputas políticas do país.

Demais partidos

Muttahida Majlis-e-Amal (MMA) – Partidos religiosos

O MMA é uma aliança de partidos religiosos que se opõe à aliança formada por Musharraf com o governo americano na chamada "guerra contra o terror".

Foi o terceiro grupo mais votado nas eleições de 2002, conquistando 60 assentos.

A aliança é a força política mais importante na região da fronteira com o Afeganistão. Alguns de seus integrantes foram atacados por supostos militantes do Talebã, que se opõe à participação nas eleições.

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