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Último comboio de brasileiros deixa o Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O último comboio de ônibus partindo com cidadãos brasileiros do Líbano saiu do Vale do Bekaa com 88 passageiros às 9h (no horário local, 3h em Brasília) desta segunda-feira, uma hora depois do início do cessar-fogo. O comerciante Khaled Haimur – que auxiliava o Consulado do Brasil no contato com a comunidade e na formação dos comboios – disse que até a manhã de domingo ainda tinha uma lista com 200 pessoas registradas para viajar. "Mas durante o dia, com as notícias sobre o cessar-fogo, muita gente foi ligando para cancelar e à noite a lista tinha 154 pessoas. No fim, os ônibus acabaram saindo com 88 passageiros", conta Haimur. Os ônibus vão levar os passageiros até a cidade de Adana, na Turquia, para onde o governo está enviando aviões para repatriar os brasileiros. Ele diz que as pessoas que viajaram nesta segunda ou não estavam muito seguras quanto às condições de o cessar-fogo se manter ou queriam aproveitar a viagem "para visitar parentes no Brasil". Volta "Tem gente que está indo agora para voltar daqui um mês", explica. Haimur diz que as pessoas que viajaram nesta segunda-feira por este último motivo não devem ter dificuldades para retornar ao Líbano depois. Mas ele teme que muitos outros que já estão no Brasil e que fugiram com medo da guerra podem ter problemas em breve. "Teve gente que a gente viu saindo daqui com lágrimas no olhos porque sabia que não seria fácil para voltar. Muita gente que saiu daqui não tem dinheiro e tem toda a vida aqui no Líbano", diz. O fim dos comboios já tinha sido decidido na semana passada, antes de a resolução da ONU sobre o cessar-fogo ter sido votada no conselho de segurança. Além de cidadãos brasileiros, os comboios que saíram do Vale do Bekaa também transportaram argentinos, paraguaios, colombianos e venezuelanos. As viagens foram organizadas pelo Consulado Geral do Brasil no Líbano e por líderes comunitários informais no vale – como Haimur –, e a conta foi paga pelo governo brasileiro. |
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