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Atualizado às: 13 de agosto, 2006 - 12h15 GMT (09h15 Brasília)
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Israel aceita a resolução da ONU para acabar com conflito
Civil busca abrigo em meio ao ataque aéreo de Israel em Tiro
ONU diz que Israel e Líbano concordaram com cessar-fogo
O governo de Israel aceitou neste domingo a resolução da ONU para dar um fim ao conflito no Líbano.

O plano também foi endossado por Líbano. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, anunciou no sábado à noite que os primeiros-ministros de Israel e Líbano concordaram em parar a violência a partir das 5h (GMT) da segunda-feira, 2h em Brasília.

Mas, neste domingo, os confrontos se intensificaram. Aviões israelenses bombardearam postos de gasolina na cidade de Tiro, no sul do Líbano.

Uma mulher e três crianças estavam entre as vítimas fatais.

A capital Beirute também voltou a ser bombardeada pelos aviões israelenses.

O Exército de Israel informou que 30 mil de seus soldados ao sul do Líbano estão enfrentando o pior dia de confrontos desde o início do conflito no país há um mês.

Segundo o Exército, tropas israelenses teriam alcançado o rio Litani, determinado pelo plano de paz da ONU como o limite para os militantes do Hezbollah.

Fontes médicas de Israel dizem que um civil israelense foi morto na cidade de Yaar após um ataque com um míssil do Hezbollah.

Força internacional

A resolução pede o fim das hostilidades e autoriza o envio de uma força internacional de 15 mil homens para ajudar o Exército libanês a controlar a situação no sul do país, nas proximidades da fronteira com Israel.

França e Itália confirmaram sua intenção de assumir papéis de liderança na tropa. Os dois países, que já integram um contingente de soldados boinas azuis presentes no país, afirmaram que estão prontos para mandar mais soldados.

Outros países que podem engrossar as tropas são Turquia, Nova Zelândia e Malásia.

Os soldados desembarcariam na região no momento em que as forças israelenses se retirassem.

O presidente americano George W. Bush elogiou a resolução e disse que o mundo tinha a oportunidade de colocar em prática o que são apenas palavras.

Bush colocou toda a culpa do conflito no Hezbollah, por ter segundo ele realizado "ataques terroristas não-provocados" contra Israel.

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