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Atualizado às: 12 de agosto, 2006 - 22h49 GMT (19h49 Brasília)
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Israel 'triplica' número de soldados no Líbano
Soldado israelense ruma para a fronteira com o Líbano
Soldado israelense avança para a fronteira com o Líbano
Israel anunciou ter triplicado o número de tropas no sul do Líbano, ampliando a sua ofensiva militar no país vizinho um dia depois de a ONU (Organização das Nações Unidas) ter aprovado um pedido de cessar-fogo.

Estima-se que 30 mil soldados israelenses estejam agora em território libanês. As tropas já chegaram ao rio Litani, cuja localização, cerca de 30 km da fronteira com Israel, é considerada estratégica.

Pelos termos do acordo, essa é a linha imaginária que os militantes do Hezbollah não poderão ultrapassar, respeitando uma 'área de segurança' na região libanesa mais próxima de Israel.

O pedido de cessar-fogo consta de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada na sexta-feira após intensas negociações entre os países-membros (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China).

A proposta internacional, porém, só será votada pelo gabinete israelense neste domingo e Israel afirma que continuará com a ofensiva pelo menos até então. O primeiro-ministro Ehud Olmert estaria pedindo ao seu gabinete que endosse a resolução.

Uma alta fonte do governo israelense disse ao jornal Haaretz que a trégua deverá entrar em vigor às 7h desta segunda-feira. Até lá, disse a autoridade ao Haaretz, as tropas terão alcançado o rio Litani e estarão bem posicionados em uma eventual retomada dos combates.

O comandante das Forças Armadas israelenses, general Dan Halutz, disse que as tropas permaneceriam no Líbano até a chegada dos 15 mil capacetes azuis que comporão a força de paz internacional prevista pela resolução da ONU.

Hezbollah

Já o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que o grupo colaborará com o cessar-fogo desde que Israel também respeite a trégua. Segundo Nasrallah, o grupo se dispõe a colaborar com o Exército libanês e com a força de paz internacional.

O líder militante disse, entretanto, que a resolução tem trechos injustos e prometeu lutar contra as forças israelenses até que elas deixem o Líbano.

O premiê libanês, Fuad Siniora, indicou que também apoiará o cessar-fogo. "Esta resolução mostra que o mundo inteiro está do lado do Líbano", afirmou Siniora.

Mais de mil libaneses e 120 israelenses já foram mortos no conflito iniciado em 12 de julho, quando o grupo militante Hezbollah invadiu o terrirório israelense e capturou dois soldados.

Israel respondeu com ataques aéreos e depois terrestres, supostamente com o objetivo de destruir as bases do Hezbollah no sul do Líbano, de onde os foguetes que atingem as cidades israelenses são disparados.

Combates deste sábado

Israel afirmou que a ampliação da ofensiva resultou na tomada da cidade de Ghanduriyeh, a 12 km da fronteira, e na morte de 40 militantes do Hezbollah em diferentes cidades.

Do lado israelense, pelo menos 11 soldados morreram e mais de 70 ficaram feridos.

A intensificação da ofensiva já havia sido aprovada pelo gabinete israelense, mas foi suspensa por dois dias para dar tempo para os diplomatas negociarem o fim da violência.

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