|
ONU alerta para problemas em esforço de ajuda no Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta segunda-feira que está cada vez mais difícil transportar ajuda humanitária para atender às vítimas do conflito no Líbano. "Nós estávamos viajando em trajetos aprovados por israelenses, mas agora que praticamente todas as principais estradas estão destruídas, está difícil viajar mesmo se tivermos garantias de segurança", diz o coordenador de ajuda humanitária da ONU no país, David Shearer. Shearer diz que essas garantias de segurança são precárias. Na quinta-feira, disparos da artilharia israelense chegaram "muito perto" de dois comboios da ONU que transportavam ajuda no sul do Líbano. A cidade de Tiro, na costa sul, está praticamente isolada pela destruição de estradas. Segundo a ONU, um dos programas sob risco é o de vacinação de crianças refugiadas que vivem em abrigos no Líbano. "As condições em que estes refugiados estão vivendo aumentam muito os riscos de transmissão de rubéola e de poliomielite", diz o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Líbano, Simon Ingram. "Temos que vacinar todas as crianças com urgência." Contágio Ingram diz que, por lidar com doenças altamente contagiosas, o programa pode ser colocado a perder "mesmo que apenas 10% das crianças não sejam vacinadas".
Segundo o funcionário da ONU, as equipes têm de visitar 900 locais que servem de abrigo a refugiados, principalmente escolas. Mas eles estão com dificuldades de acesso, pois as estradas foram destruídas, os bombardeios continuam, e o combustível está acabando. A falta de combustível também deve provocar problemas nos hospitais do Líbano. O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Beirute, Chris Black, diz que os hospitais estão com pouco óleo diesel para manter os geradores de eletricidade funcionando. "A falta de eletricidade pode paralisar praticamente todas as atividades dentro de um hospital", diz Black. Nesta segunda-feira, a OMS deve divulgar um levantamento feito com o Ministério da Saúde do Líbano que detalha o estado dos estoques de combustível nos hospitais do país. Estoques David Shearer diz que ainda há estoques de comida e medicamentos no Líbano e que o problema, por ora, é a dificuldade de transportá-los. "O produto que está em falta e nos provocando mais problemas é o combustível", afirma. Shearer confirmou que há dois navios-tanque com combustíveis ancorados ao largo de Beirute, mas eles não receberam autorização de Israel para descarregar. "Precisamos de um cessar-fogo imediato", comentou. "A ONU e outras agências humanitárias estão prontas para começar a trabalhar, distribuindo o que há no Líbano. E temos planos para trazer mais suprimentos ao país assim que for necessário." |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Bombardeio israelense 'mata mais de 40', diz Siniora07 de agosto, 2006 | Notícias Líbano critica proposta de resolução da ONU07 de agosto, 2006 | Notícias Entre críticas, Rice reforça apoio a resolução da ONU06 de agosto, 2006 | Notícias Ataque do Hezbollah mata dez no norte de Israel06 de agosto, 2006 | Notícias Líder do Hezbollah ameaça atacar Tel Aviv03 de agosto, 2006 | Notícias Olmert quer força multinacional de 15 mil03 de agosto, 2006 | Notícias Informação errada levou a ataque em Qana, admite Israel03 de agosto, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||