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Hezbollah diz que vai respeitar cessar-fogo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse neste sábado que o grupo militante colaborará com o cessar-fogo pedido pela ONU contanto que Israel também respeite a trégua no conflito no Líbano. "Assim que houver um acordo para parar as chamadas operações militares ou operações agressivas (...) a resistência vai aderir a ele sem hesitação", afirmou Nasrallah em um pronunciamento no canal de televisão al-Manar, que pertence ao grupo. Ele se disse disposto a colaborar com o Exército libanês e com a força de paz internacional cuja mobilização para o sul do Líbano está prevista nos termos da resolução da ONU aprovada na sexta-feira. Nasrallah ressalvou, entretanto, que o grupo esperará até que o gabinete israelense se posicione antes de dar uma resposta formal à proposta da ONU. Para o líder militante, a resolução tem trechos "injustos" e a luta contra as forças israelenses deve continuar até que elas deixem o Líbano. A proposta foi endossada por unanimidade pelo gabinete libanês, e será avaliada por Israel neste domingo. O grupo xiita Hezbollah foi criado nos anos 80 com o objetivo de expulsar as tropas israelenses do Líbano. Mesmo depois da retirada israelense do sul do Líbano, em 2000, o grupo continua tendo uma importante força política e militar no país. Força triplicada Os combates continuaram neste sábado, com ataques partindo tanto de israelenses como dos militantes do Hezbollah. Horas depois da aprovação da resiolução na ONU, Israel anunciou ter triplicado o número de tropas no sul do Líbano. Estima-se que 30 mil soldados israelenses estejam agora em território libanês. As tropas já chegaram ao rio Litani, a cerca de 30 km da fronteira com Israel. Essa é a linha imaginária que os militantes do Hezbollah não poderão ultrapassar, respeitando uma 'área de segurança' na região libanesa mais próxima de Israel. O país já anunciou que continuará com a ofensiva pelo menos até domingo, quando o gabinete israelense deverá decidir se apóia a resolução da ONU. O primeiro-ministro Ehud Olmert estaria pedindo ao seu gabinete que endosse o cessar-fogo. Uma alta fonte do governo israelense disse ao jornal Haaretz que a trégua deverá entrar em vigor às 7h desta segunda-feira. Até lá, disse a autoridade ao Haaretz, as tropas terão alcançado o rio Litani e estarão bem posicionados em uma eventual retomada dos combates. O comandante das Forças Armadas israelenses, general Dan Halutz, disse que as tropas permaneceriam no Líbano até a chegada dos 15 mil capacetes azuis que comporão a força de paz internacional prevista pela resolução da ONU. Líbano O premiê libanês, Fuad Siniora, indicou que também apoiará o cessar-fogo. "Esta resolução mostra que o mundo inteiro está do lado do Líbano", afirmou Siniora. Mais de mil libaneses e 120 israelenses já foram mortos no conflito iniciado em 12 de julho, quando o grupo militante Hezbollah invadiu o terrirório israelense e capturou dois soldados. Israel respondeu com ataques aéreos e depois terrestres, supostamente com o objetivo de destruir as bases do Hezbollah no sul do Líbano, de onde os foguetes que atingem as cidades israelenses são disparados. Combates deste sábado Israel afirmou que a ampliação da ofensiva resultou na tomada da cidade de Ghanduriyeh, a 12 km da fronteira, e na morte de 40 militantes do Hezbollah em diferentes cidades. Do lado israelense, pelo menos 11 soldados morreram e mais de 70 ficaram feridos. A intensificação da ofensiva já havia sido aprovada pelo gabinete israelense, mas foi suspensa por dois dias para dar tempo para os diplomatas negociarem o fim da violência. |
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