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Líbano adia discussão sobre cessar-fogo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O gabinete do Líbano adiou uma reunião em que discutiria a implementação do cessar-fogo entre Israel o grupo militante libanês Hezbollah. O adiamento ocorreu horas depois de o governo de Israel aceitar a resolução da ONU que prevê a trégua e outras medidas para dar fim ao conflito no Líbano que já dura mais de um mês. O governo libanês já havia aprovado os termos da resolução no sábado à noite, mas o gabinete, que inclui dois ministros do Hezbollah, teria se dividido quanto ao trecho que pede o desarmamento do grupo. Um assessor do primeiro-ministro libanês Fuad Siniora disse que as discussões foram postergadas por tempo indeterminado, mas não explicou por quê. Ainda não está claro se o adiamento atrasará o envio de 15 mil tropas libaneses ao sul do país, medida que também estava prevista na resolução. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia anunciado antes do adiamento que os dois lados concordaram em cessar as hostilidades às 2h do horário de Brasília desta segunda-feira, mas os combates continuem intensos neste domingo. Pior dia Na véspera do início do cessar-fogo, o Exército de Israel informou que seus 30 mil seus soldados no sul do Líbano estão enfrentando o pior dia de confrontos desde o início do conflito no país há um mês. Segundo o Exército, tropas israelenses teriam alcançado o rio Litani, determinado pelo plano de paz da ONU como o limite para os militantes do Hezbollah. Segundo a agência de notícias Associated Press, cerca de 90 minutos após o anúncio do adiamento libanês, Israel lançou três mísseis em redutos do Hezbollah no sul do Líbano. Com esses ataques, já seria 23 o número de mísseis lançados na região apenas neste domingo. Pelo menos uma mulher e três crianças morreram. Também houve ataques em diversos pontos da capital Beirute. Pelo menos uma criança morreu. O Hezbollah, por sua vez, disparou pelo menos 180 foguetes ao longo do dia, matando pelo menos uma pessoa e atingindo Haifa, a terceira maior cidade de Israel. Cerca de 12 civis já morreram em ataques do grupo militante em Haifa desde o início do atual conflito, há cerca de um mês. Força internacional A resolução da ONU pede o fim das hostilidades e autoriza o envio de uma força internacional de 15 mil homens para ajudar o Exército libanês a controlar a situação no sul do país, nas proximidades da fronteira com Israel. França e Itália confirmaram sua intenção de assumir papéis de liderança na tropa. Os dois países, que já integram um contingente de soldados boinas azuis presentes no país, afirmaram que estão prontos para mandar mais soldados. Outros países que podem engrossar as tropas são Turquia, Nova Zelândia e Malásia. Os soldados desembarcariam na região no momento em que as forças israelenses se retirassem. O presidente americano, George W. Bush, elogiou a resolução e disse que o mundo tinha a oportunidade de colocar em prática o que são apenas palavras. Bush atribui a responsabilidade pelo conflito ao Hezbollah, por ter, segundo ele, realizado "ataques terroristas não-provocados" contra Israel. |
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