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Atualizado às: 13 de agosto, 2006 - 05h46 GMT (02h46 Brasília)
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Israel e Líbano concordaram com cessar-fogo, diz Annan
Kofi Annan, secretário-geral da ONU
Para Annan, violência deveria acabar já
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, anunciou neste sábado à noite que os primeiros-ministros de Israel e Líbano concordaram em parar a violência a partir das 5h (GMT) da segunda-feira, 2h em Brasília.

"Tenho a felicidade de anunciar que os dois líderes concordaram com o fim das hostilidades", afirmou Annan em comunicado.

"De preferência, os combates deveriam encerrar-se já", disse o secretário-geral da ONU, "para poupar a dor e o sofrimento dos civis de ambos os lados".

O anúncio foi feito horas antes de o gabinete israelense reunir-se para avaliar se aprova ou não a resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito, que já foi endossada por unanimidade do lado libanês.

A resolução pede o fim das hostilidades e autoriza o envio de uma força internacional de 15 mil homens para ajudar o Exército libanês a controlar a situação no sul do país, nas proximidades da fronteira com Israel.

França e Itália confirmaram sua intenção de assumir papéis de liderança na tropa. Os dois países, que já integram um contingente de soldados boinas azuis presentes no país, afirmaram que estão prontos para mandar mais soldados.

Outros países que podem engrossar as tropas são Turquia, Nova Zelândia e Malásia.

Os soldados desembarcariam na região no momento em que as forças israelenses se retirassem.

O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, disse que o Hezbollah precisa ser desarmado. Na avaliação do premiê, a resolução da ONU não é específica o suficiente.

Hezbollah

Embora criticando trechos da resolução que considera "injustos", o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que o grupo militante colaborará com o cessar-fogo, contanto que Israel também respeite uma trégua.

Pelos termos do acordo, a mílicia teria de recuar para o norte do rio Litani, a 30 quilômetros da fronteira com Israel.

"A resistência vai aderir (a um acordo) sem hesitação", afirmou Nasrallah em um pronunciamento no canal de televisão al-Manar, que pertence ao grupo.

Nasrallah ressalvou, entretanto, que o grupo só dará uma resposta formal à proposta da ONU depois que o gabinete israelense se posicionar sobre o texto, neste domingo.

O presidente americano George W. Bush elogiou a resolução, e disse que o mundo tinha a oportunidade de colocar em prática o que são apenas palavras.

Bush colocou toda a culpa do conflito no Hezbollah, por ter segundo ele realizado "ataques terroristas não-provocados" contra Israel.


Força triplicada

Enquanto isso, os combates continuaram neste sábado, com ataques partindo tanto de israelenses como dos militantes do Hezbollah.

Pelo menos 40 militantes do Hezbollah e 11 soldados israelenses morreram.

Israel trilicou o número de soldados no Líbano. Estima-se que a força israelense no país vizinho já chegue a 30 mil soldados.

As tropas já chegaram ao rio Litani, a cerca de 30 km da fronteira com Israel. Essa é a linha imaginária que os militantes do Hezbollah não poderão ultrapassar, respeitando uma 'área de segurança' na região libanesa mais próxima de Israel.

A ampliação da ofensiva resultou na tomada da cidade de Ghanduriyeh, a 12 km da fronteira, e na morte de 40 militantes do Hezbollah em diferentes cidades.

Do lado israelense, pelo menos 11 soldados morreram e mais de 70 ficaram feridos.

Embora o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, tenha pedido ao seu gabinete que endosse o cessar-fogo proposto pela ONU, Israel já anunciou que continuará com a ofensiva pelo menos até domingo, quando sai a decisão oficial do gabinete.

Mais de mil libaneses e 120 israelenses já foram mortos no conflito iniciado em 12 de julho, quando o grupo militante Hezbollah invadiu o terrirório israelense e capturou dois soldados.

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