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Atualizado às: 09 de julho, 2005 - 12h01 GMT (09h01 Brasília)
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Ataques em Londres foram simultâneos, diz polícia
Trem em que ocorreu a explosão na estação de Aldgate
Os ataques de quinta-feira mataram pelo menos 49 pessoas
A Polícia Metropolitana de Londres afirmou neste sábado que as três bombas que explodiram no metrô da cidade na quinta-feira foram detonadas com intervalos de segundos uma da outra, indicando que os ataques foram coordenados e simultâneos.

As bombas explodiram por volta das 8h50m (4h50m horário de Brasília). Já a bomba no ônibus explodiu "significativamente mais tarde", de acordo com Andy Trotter, subcomandante-assistente da Polícia Metropolitana londrina, por volta das 9h47m (5h47m em Brasília). A polícia disse desconhecer por que o ônibus explodiu depois.

A polícia afirmou ainda não ter pistas concretas sobre os responsáveis pelos ataques e reiterou que ninguém ainda foi preso em conexão com os atentados.

Sobre as bombas no metrô, ainda não se sabe se os responsáveis carregavam as bombas, detonando-as na mesma hora, ou se bombas-relógio foram colocadas nos veículos.

"O mesmo com o ônibus. Não se sabe se um homem bomba suicida se explodiu com a bomba, ou se ele deixou a bomba no interior do veículo. O que sabemos mais certamente é que a bomba estava em um pacote e provavelmente não atrelada ao corpo do criminoso", afirmou Trotter.

Espanha

Uma enorme investigação forense e de inteligência está ocorrendo neste sábado em Londres - o que a imprensa vem definindo como a maior da história na Grã-Bretanha.

Os ataques de quinta-feira mataram pelo menos 49 pessoas e feriram mais de 700. As vítimas fatais ainda estão sendo identificadas.

Uma equipe da Espanha chegou a Londres neste sábado para auxiliar nas investigações. A equipe é a mesma que ajudou a esclarecer os atentados em Madri de março de 2003.

Enquanto isso, a polícia ainda busca corpos sob os escombros da explosão que aconteceu entre as estações de King's Cross e Russell Square. O túnel é muito fundo e pouco seguro, segundo a polícia.

"Os túneis são quentes, cheios de poeira e perigosos. As condições são muito difíceis", disse Andy Trotter.

Investigadores que trabalham nos trilhos do metrô e outros locais dos atentados estão tentando estabelecer que tipo de explosivos foram usados nos ataques.

O teto do ônibus da linha 30, que explodiu na praça de Tavistock, no centro de Londres, foi retirado do local para avaliações.

"Os próximos dias serão de muito trabalho", disse na madrugada deste sábado um porta-voz da Polícia Metropolitana Londrina.

Os policiais da cidade também fazem uma grande busca por suspeitos por meio das câmeras da polícia espalhadas por toda Londres (CCTV).

Bombas

Uma linha anti-terrorismo foi estabelecida por meio da qual pessoas podem ligar para falar sobre suspeitos.

De acordo com o especialista em defesa da BBC Frank Gardner, ainda há várias questões a serem investigadas.

"Uma das mais importantes é saber se se tratam de terroristas britânicos ou vindos de fora especialmente para os ataques", diz.

O especialista acredita que uma das possibilidades é que o construtor da bomba seja um especialista vindo de fora que instruiu os detonadores da bomba.

Outra investigação consiste em saber se os responsáveis pelo ataque estão diretamente ligados à rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden.

"O profissionalismo dos ataques indica que eles podem ter ligações com o alto comando da organização", diz Gardner.

O correspondente afirma que a cooperação internacional está sendo grande nas investigações em Londres, envolvendo profissionais americanos, europeus, do Oriente Médio e do sul da Ásia.

Segundo Andy Hayman, especialista de Operações da Polícia Metropolitana, exames dos peritos indicam que cada uma das bombas tinha cerca de 4,5 kg.

Números

A Scotland Yard confirmou neste sábado que sete pessoas morreram na explosão na estação de Liverpool Street, outras sete em Edgware Road, 13 na explosão do ônibus em Tavistock Square e pelo menos 21 na explosão em King's Cross. Uma 49ª pessoa morreu no hospital mais tarde.

Há cerca de 700 feridos, 350 pessoas internadas sendo que 22 em estado grave.

O ministro da Justiça, Charles Clarke, disse na sexta-feira que a expectativa é que o número de mortos aumente.

Além de britânicos, também estão entre as vítimas cidadãos de Serra Leoa, Austrália, Portugal, Polônia e China.

O ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, afirmou que os ataques têm características da organização Al-Qaeda.

Straw não forneceu bases para as suas alegações, mas, na sua posição, ele tem acesso privilegiado a informações do MI6, o serviço secreto da Grã-Bretanha.

Um grupo chamado Organização da Al-Qaeda Jihad na Europa, até então desconhecido, reivindicou responsabilidade pelo ataque em uma página da internet, mas a sua autenticidade não pôde ser verificada.

Normalidade

Após os distúrbios causados por toda a cidade na quinta-feira, a maior parte do sistema de transporte na capital britânica já voltou à normalidade, embora três linhas de metrô e algumas estações permaneçam fechadas.

O metrô é usado por cerca de 3 milhões de pessoas diariamente na cidade.

Os ônibus também estão operando normalmente, exceto nas proximidades das áreas onde ocorreram as explosões.

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