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Hospitais atravessam noite atendendo vítimas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Médicos passaram a noite tratando as cerca de 350 vítimas que permanecem internadas em hospitais em Londres, um dia depois dos atentados que provocaram a morte de mais de 50 pessoas e deixaram cerca de 700 feridos na capital britânica. Muitos dos pacientes passaram por cirugias depois de perderem membros e sofrerem queimaduras e lesões múltiplas. Os hospitais convocaram os funcionários que estavam de folga e cancelaram operações que não fossem de emergência para liberar salas de cirurgia para o tratamento das vítimas, de acordo com os planos de emergência. O ministro do Interior, Charles Clarke disse que a expectativa é que o número de mortos suba. "Ainda há algumas pessoas com ferimentos terríveis nos hospitais, e nós não sabemos se elas vão sobreviver - mas acho que o total vai ser maior do que 37", disse ele à BBC. Feridos Dos cerca de 200 feridos tratados no Royal London Hospital, em Whitechapel, 26 permanecem internados - sete deles em tratamento intensivo. Pelo menos outros 27 feridos foram levados para o University College Hospital, onde quatro estão em estado grave. O professor Jim Ryan, médico do setor de acidentes e emergência e que está liderando a equipe, disse que as vítimas chegaram com feridas típicas de explosões. "Eles tinham fragmentos, ferimentos na pele, inalaram fumaça e tinham ferimentos nos membros." "O ferimento característico de um atentado são ferimentos múltiplos em todo o corpo, e foi isso que a gente viu", disse ele. O Royal Free Hospital, no norte da capital, recebeu 59 feridos, e 13 permanecem internados, todos em condições estáveis. No St Mary's Hospital, 24 vítimas continuam em tratamento, sete delas em estado crítico. Outras 12 pessoas foram levadas para os hospitais Guy's e St Thomas, perto de Waterloo, das quais três estão criticamente feridas e sete tiveram ferimentos graves. Na quinta-feira, durante a maior parte do dia, as ambulâncias só atendiam casos de vida ou morte, e os hospitais só receberam pacientes em emergência. As equipes de Londres também contaram com reforço de paramédicos de Surrey e Berkshire, regiões vizinhas à capital. Mas na quinta-feira à noite, o chefe dos serviços de ambulância da cidade, Russell Smith, disse que eles tinham lidado bem com a emergência, e já não havia vítimas em nenhum dos locais dos atentados. Planos para grandes incidentes Os feridos passaram por uma triagem em tendas montadas perto dos locais dos atentados, com os feridos graves sendo levados para os hospitais mais próximos. Os ônibus também transportaram alguns dos feridos e alguns dos hospitais implementaram planos de emergência logo após as explosões. O hospital infantil de Great Ormond Street, que não tem setor de emergência, atendeu 22 feridos. A maioria dos hospitais disse ter conseguido lidar com o número de feridos. "Este foi, provavelmente, o maior incidente com o qual tivemos que lidar nos últimos anos, mas estamos lidando bem, não ficamos sobrecarregados", disse Paul White, o chefe executivo do Royal London Hospital. O parlamentar britânico Nick Raynsford disse que o serviço público de saúde, a polícia e os bombeiros vinham se preparando para grandes incidentes desde os atentados de 11 de setembro, em 2001. |
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