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Atualizado às: 08 de julho, 2005 - 18h04 GMT (15h04 Brasília)
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Ponto por ponto: O que a polícia londrina já sabe
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Mais de 100 pasaram noite no hospital, 22 em estado grave
O chefe da polícia londrina, Ian Blair, apresentou nesta sexta-feira as primeiras conclusões das investigações sobre os ataques à bomba na capital londrina desta quinta-feira. Abaixo os principais pontos até agora.

Sabe-se que mais de 50 pessoas morreram nas quatro explosões, três no metrô e uma em um ônibus. No ônibus, pelo menos 13 pessoas morreram.

Houve 350 vítimas tratadas nos locais das explosões, e 350 levadas para hospitais. Cerca de cem pessoas passaram a noite no hospital, 22 delas em estado grave.

Além de britânicos, há cidadãos de pelo menos cinco nações entre os mortos: Austrália, China, Polônia, Portugal e Serra Leoa.

Corpos presos

Ainda há um número indeterminado de corpos presos no túnel onde houve a explosão no metrô que ia de Russel Square para King’s Cross. O número de vítimas fatais confirmadas no local é 22.

Por causa do impacto da explosão, a hipótese de que mais pessoas tenham morrido no ônibus não está descartada.

Estima-se que cada bomba tinha menos de 450 gramas de explosivos e cabia em uma mochila.

A explosão no metrô em Liverpool Street ocorreu no túnel a cerca de 30 metros da estação. A bomba estava no terceiro vagão.

Grupo

Na explosão entre King’s Cross e Russel Square, a bomba estava no primeiro vagão.

Em Edgware Road, a bomba estava no segundo vagão.

Acredita-se que as bombas do metrô estavam todas no chão dos trens.

Não se sabe onde a bomba do ônibus estava.

De acordo com o chefe da polícia britânica, Ian Blair, o intervalo de tempo entre as explosões indica que os atentados foram a ação de um grupo e não há indícios da participação de suicidas.

Al Qaeda

O departamento de vítimas da polícia recebeu cerca de 104 mil ligações com pedidos de informações.

A polícia cogitou suspender as conexões de telefonia celular depois das explosões, mas decidiu que isso poderia ter uma reação negativa da população.

As primeiras indicações sugerem que os ataques tenham sido realizados pela Al Qaeda, segundo o chefe da polícia.

Investigadores estão analisando centenas de horas de gravações de circuitos fechados de TV e coletando indícios nos locais das explosões.

O chefe da polícia londrina disse ainda que é provável que uma “célula terrorista” esteja operando na Grã-Bretanha e pediu à população que fique atenta.

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