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Atualizado às: 08 de julho, 2005 - 14h20 GMT (11h20 Brasília)
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Análise: Aparato britânico será vital em investigações

O governo britânico concentra fogo agora na investigação dos ataques de ontem, para descobrir os autores, levá-los à Justiça e tentar prevenir novas ações desse tipo.

Apesar da fase preliminar da investigação, tanto o primeiro-ministro Tony Blair como seu ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, já indicaram que acreditam no envolvimento de extremistas ligados à organização Al-Qaeda.

Especialistas em terrorismo concordam que existem sinais aparentes, mas admitem que ainda não têm provas concretas de que de fato tenham sido eles.

O primeiro foco de atenção dos peritos tem sido o local das explosões, para examinar detalhes sobre os explosivos e, se possível, restos humanos de algum suposto militante suicida.

O metrô e várias partes de Londres são habitualmente cobertos por circuitos internos de televisão, que poderão ajudar também na identificação de pessoas nas proximidades dos alvos.

Informação do público, de gente na rua e nos locais afetados costuma ser fonte importante para a polícia na investigação de crimes.

A experiência dos investigadores dos ataques parecidos em Madri, no ano passado, reforça a importância de verificar o registro de chamadas por telefones celulares na área. No caso espanhol, esse detalhe foi fundamental na descoberta dos responsáveis pelas bombas em trens.

Espionagem

Paralelamente, os serviços de informação e espionagem deverão mobilizar suas fontes infiltradas em movimentos suspeitos, dentro e fora do Reino Unido.

Do ponto de vista técnico, esse setor conta com um dos maiores centros internacionais de monitoramento de comunicações.

Em outras palavras, trata-se de um centro-gigante de grampeamento de ligações telefônicas pelo mundo. Montado na época da Guerra Fria, para espionar soviéticos e aliados, esse sistema capta conversas onde entrem palavras-chaves.

Serviços de espionagem de países amigos, na Europa e nos Estados Unidos, por certo participarão das investigações, pois também temem se tornar alvos.

O passado dos serviços de segurança no Reino Unido é uma boa referência de eficiência na investigação de ações terroristas. Em muitos anos de luta contra o IRA, o Exército Repúblicano Irlandês, os investigadores, agindo com paciência, acabaram descobrindo os autores da maioria dos atentados em solo britânicos.

Do ponto de vista da prevenção contra ataques futuros, grupos envolvidos com proteção de direitos civis temem uma reação apressada de políticos para controlar mais os movimentos da população, saber quem é quem, por onde as pessoas andam, o que fazem.

Neste país, onde a polícia regular não usa arma e carteira de identidade nacional é considerada abuso de liberdades individuais, iniciativas de controle em nome da segurança nacional precisam ser moderadas ou esbarram em resistência popular.

Como disse um londrino entrevistado por uma emissora de rádio, a caminho do metrô, sem revelar medo: não podemos deixar que terroristas prejudiquem nossa maneira de viver.

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