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Atualizado às: 08 de julho, 2005 - 04h22 GMT (01h22 Brasília)
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Ataques 'levam marca da Al Qaeda', diz ministro britânico
Policiais britãnicos
Polícia não sabe ainda se explosões foram ataques suicidas
O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, afirmou nesta quinta-feira que os ataques ocorridos em Londres no início do dia "levam as marcas" da organização Al Qaeda, do dissidente saudita Osama Bin Laden.

Straw não forneceu bases para as suas alegações, mas, na sua posição, ele tem acesso privilegiado a informações do MI6, o serviço secreto da Grã-Bretanha no exterior.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, atribuiu a culpa a "terroristas" poucas horas depois das explosões que mataram pelo menos 37 pessoas e deixaram outras 700 feridas em um ônibus e três estações de metrô.

Blair estava na Escócia na hora dos ataques para liderar a reunião do G8 (grupos dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia) e voltou para Londres, onde prometeu "a mais intensa ação" da parte da polícia e dos outros serviços de segurança para levar os responsáveis à Justiça.

Segundo o primeiro-ministro, que voltou à Escócia no final do dia, os responsáveis atacaram em nome do Islã, mas a maioria dos muçulmanos são pessoas "decentes" que reprovam o terrorismo e não serão intimidadas.

Um grupo chamado Organização da Al Qaeda Jihad na Europa, até então desconhecido, reivindicou responsabiliade pelo ataque em uma página da internet, mas a sua autenticidade não pôde ser verificada.

Em uma mensagem de condolências a Blair, o primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, disse que todos os países precisavam trabalhar juntos para superar a ameaça do terrorismo.

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Vida normal

O ministro do Interior, Charles Clarke, fez um apelo para que as pessoas voltem à vida normal nesta sexta-feira.

As operadores de transporte esperam que o serviço funcione normalmente na maioria das linhas de metrô nesta sexta, mas as linhas Circle e Hammersmith e City devem permanecer fechadas.

Os ônibus também devem operar normalmente, à exceção das áreas afetadas pela explosão do ônibus.

A Scotland Yard (polícia britânica) confirmou sete mortos na explosão do metrô de Liverpool Street explosion, 21 mortes na estação de King's Cross e outras sete no metrô de Edgware Road.

Duas outras pessoas morreram na explosão do ônibus em Upper Woburn Place.

Investigação

A polícia britânica até o momento não sabe se as explosões foram ataques suicidas ou envolveram bombas convencionais.

O porta-voz da Scotland Yard, Alan Crookwood, disse à agência de notícias France Presse que a investigação é "uma prioridade muito alta" e fez um apelo ao público para fornecer informações.

Além do grande número de vítimas, os ataques afetaram seriamente o funcionamento da capital britânica.

Grande parte do sistema de transportes da cidade ficou paralisado e o metrô – usado por três milhões de pessoas diariamente – deixou de operar até esta sexta-feira.

Várias das áreas próximas a onde ocorreram os atentados, no centro da cidade, também foram fechadas para que fossem realizadas investigações.

O serviço de ambulâncias de Londres teve de convocar veículos adicionais e paramédicos dos arredores da capital britânica para ajudar no tratamento dos feridos.

Alguns dos feridos foram levados para os hospitais em ônibus de dois andares. Outros foram tratados no local das explosões ou em lojas e hotéis nas redondezas.

Também foram usados helicópteros para o transporte de pacientes dentro da capital.

Vários feridos graves foram levados para o hospital de Saint Mary's, em Paddington.

Reações

O líder da Câmara da Câmara dos Comuns, Geoff Hoon, disse aos membros do Parlamento que o governo britânico precisa mostrar àqueles que estão tentando prejudicar a sociedade e democracia britânicas que não vai se deixar intimidar pelas ameaças.

O comissário de Justiça e Segurança da União Européia, Franco Frattini, disse que "este é certamente um atentado coordenado, uma ação estratégica para atingir Londres e - diria eu - todos os países que lutam pela democracia, paz e liberdade, um ataque que atinge a todos nós".

Em Gleneagles, os líderes do G8 divulgaram um comunicado condenando o que foi descrito como "atentados bárbaros".

Falando na Escócia, o presidente americano, George W. Bush, disse que "a guerra contra o terror continua". Ele afirmou que os responsáveis pelos atentados serão encontrados e levados à justiça.

Tony Blair disse que os atentados em Londres foram um ataque contra todos os países do G8 e todas as nações civilizadas.

A rainha britânica Elizabeth 2ª disse que está "profundamente chocada" com as explosões e enviou suas condolências aos atingidos pelos atentados. A bandeira britânica encontra-se a meio mastro em prédios públicos e no Palácio de Buckingham.

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