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Atualizado às: 08 de julho, 2005 - 10h22 GMT (07h22 Brasília)
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Mortos em ataques em Londres passam de 50, diz polícia
Polícia trabalha logo depois de uma das explosões em Londres
Polícia trabalha logo depois de uma das explosões em Londres
A polícia disse que o total de mortos nos ataques de quinta-feira em Londres já passa de 50.

O chefe da polícia londrina, Ian Blair, também afirmou que não há nada até o momento que indique que os ataques tenham sido cometidos por militantes suicidas, mas nenhuma hipótese pode ser descartada.

Blair disse ainda que as forças de segurança da capital britânica vão mostrar uma “determinação implacável” para encontrar os autores dos quatro ataques, que também deixaram mais de 700 feridos.

Ainda estão hospitalizadas 350 pessoas em decorrência do atentado, 22 das quais em estado crítico, de acordo com a polícia. Uma pessoa morreu no hospital.

Médicos passaram a noite tratando as vítimas que permanecem internadas em hospitais. Muitos dos pacientes passaram por cirugias depois de perderem membros e sofrerem queimaduras e lesões múltiplas.

O ministro do Interior, Charles Clarke disse que a expectativa é que o número de mortos aumente.

Al-Qaeda

Uma grande investigação já começou para encontrar os responsáveis pelos ataques.

O ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, afirmou que os ataques "levam as marcas" da organização Al-Qaeda, do dissidente saudita Osama Bin Laden.

Straw não forneceu bases para as suas alegações, mas, na sua posição, ele tem acesso privilegiado a informações do MI6, o serviço secreto da Grã-Bretanha no exterior.

Um grupo chamado Organização da Al-Qaeda Jihad na Europa, até então desconhecido, reivindicou responsabilidade pelo ataque em uma página da internet, mas a sua autenticidade não pôde ser verificada.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, atribuiu a culpa a "terroristas" poucas horas depois das explosões.

Tony Blair estava na Escócia na hora dos ataques para liderar a reunião do G8 (grupos de sete dos países mais ricos do mundo e a Rússia) e voltou para Londres, onde prometeu "a mais intensa ação" da parte da polícia e dos outros serviços de segurança para levar os responsáveis à Justiça.

Segundo o primeiro-ministro, que voltou à Escócia no fim do dia, os responsáveis atacaram em nome do Islã, mas a maioria dos muçulmanos são pessoas "decentes" que reprovam o terrorismo e não serão intimidadas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também estava na Escócia, expressou a Blair o seu pesar pelos ataques.

O presidente conversou pessoalmente com o premiê britânico e lamentou o ocorrido.

Bomba de 4,5 kg

O chefe da polícia Ian Blair negou que tenha havido mais duas outras bombas, além das três que atingiram estações de metrô e a outra que explodiu dentro de um ônibus no centro da cidade.

"Houve gente que disse que aconteceram seis explosões, mas isso porque as pessoas saíram de estações diferentes. Apenas um ônibus explodiu", afirmou.

De acordo com Blair, dois lugares representam mais desafios para a investigação da polícia: Kings Cross e Tavistock Square, onde o ônibus explodiu.

Segundo Andy Hayman, especialista de Operações da Polícia Metropolitana, exames dos peritos indicam que cada uma das bombas tinha cerca de 4,5 kg.

Ele disse que ainda não se sabe como os artefatos foram detonados.

O jornal The New York Times cita fontes próximas à investigação que teriam dito que foram usados timers para detonar as bombas, o que descartaria a hipótese de militantes suicidas.

Normalidade

Após os distúrbios causados por toda a cidade na quinta-feira, a maior parte do sistema de transporte na capital britânica já voltou à normalidade, embora três linhas de metrô e algumas estações permaneçam fechadas.

O metrô é usado por cerca de três milhões de pessoas diariamente na cidade.

Os ônibus também estão operando normalmente, exceto nas proximidades das áreas onde ocorreram as explosões.

O ministro Charles Clarke pediu que as pessoas retomem suas vidas com a maior normalidade possível nesta sexta-feira.

Segurança reforçada

Governos da Europa e dos dos Estados Unidos reforçaram a segurança dentro dos seus territórios depois dos ataques ocorridos em Londres.

Patrulhas adicionais foram colocadas em aeroportos, estações de trem e outros sistemas de transporte público.

O governo americano elevou a classificação de risco de atentados, assim como vários países europeus, incluindo a França, a Alemanha, a Espanha e a Itália.

No caso dos Estados Unidos, o alerta de segurança foi mudado de amarelo (elevado) para laranja (alto) no sistema de transporte de massa. No restante do país, o alerta continuou amarelo, apenas com um número maior de policiais em todo o sistema de transporte.

A Espanha, alvo dos ataques que mataram 192 pessoas em 11 de março do ano passado – elevou o nível de alerta para a categoria máxima.

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