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Sirenes e polícia dominam centro de Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A série de explosões em Londres paralisou o centro da cidade e o inundou com o ruído constante das sirenes de ambulâncias e carros de polícia. Cheguei nas proximidades da região de Tavistock Square, local da explosão do ônibus de dois andares pouco tempo depois do atentado e área já estava completamente isolada pela polícia. Só pude chegar a 500 metros do veículo destruído, mas deu para ter uma idéia do estrago. O teto do ônibus foi arrancado pela explosão. Ao redor, havia muitos detritos, aparentemente pertences das vítimas e pedaços do ônibus. Além disso, era possível ver pelo menos cinco carros parados no meio da rua, próximos ao ônibus, atingidos pela explosão. Sangue Encontrei várias testemunhas que disseram ter visto o local logo após a explosão. "Ouvi um 'bang' e sabia que era uma bomba. Já estava trabalhando e deixei o escritório para ver o que tinha acontecido mais de perto", disse um sul-africano que não quis dar seu nome.
"O que vi foram muitas pessoas feridas, algumas caminhando em estado de choque. Também vi o corpo de uma mulher partido ao meio, no chão." Em seguida, ele apontou para a fachada do prédio em frente ao local da explosão. "Está vendo aqueles pingos vermelhos na fachada? É sangue das vítimas." Mais bombas Durante a manhã, caminhando pelo centro da cidade era possível ver que algo bastante sério havia ocorrido na cidade. Não vi nenhum ônibus nas ruas. Em compensação, dezenas de ambulâncias e viaturas policiais estavam passando pela região. Antes de chegar na praça de Russel, local próximo a uma das explosões, deparei com uma área isolada em frente a um hotel dentro da qual havia três ônibus. "Suspeitamos que um deles tenha um artefato explosivo", disse uma policial. Muitas pessoas nervosas perguntavam a ela o que deveriam fazer, se voltar para casa ou ir ao trabalho. A policial sorriu e disse: "Vão para casa e fiquem bem longe de metrôs, trens e ônibus". Pouco depois cheguei a Russel Square, havia muita confusão perto do bloqueio policial em um dos cantos da praça. Perguntei a um policial se podia me aproximar da estação de metrô local. Ele praticamente me expulsou a gritos, dizendo que ninguém, nem a imprensa, poderia chegar perto da estação. |
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