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Ataques 'têm marca da Al-Qaeda', diz chefe de polícia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, disse que os atentados que atingiram Londres na quinta-feira trazem a "marca" da organização Al-Qaeda. Ian Blair afirmou que não há nada até o momento que indique que os ataques tenham sido cometidos por militantes suicidas, mas nenhuma hipótese pode ser descartada. O chefe da polícia disse ainda que as forças de segurança da capital britânica vão mostrar uma "determinação implacável" para encontrar os autores dos quatro ataques, que deixaram mais de 50 mortos e 700 feridos. Segundo Ian Blair, a polícia não tem informações sobre uma célula da organização que estaria baseada na região de Midlands, no interior da Inglaterra. Ele diz que existem apenas especulações sobre isso. Informações Ian Blair também disse que nada indica que tenha havido falhas do serviço de informações britânico - como sugeriram vários jornais londrinos nesta sexta-feira. Ainda estão hospitalizadas 350 pessoas em decorrência do atentado, 22 das quais em estado crítico, de acordo com a polícia. Uma pessoa morreu no hospital. O chefe de polícia negou que tenha havido mais duas outras bombas. "Houve gente que disse que aconteceram seis explosões, mas isso porque as pessoas saíram de estações diferentes. Apenas um ônibus explodiu", afirmou. De acordo com ele, dois lugares representam mais desafios para a investigação da polícia: King's Cross e Tavistock Square, onde o ônibus explodiu. Mochilas Para Andy Hayman, especialista de Operações da Polícia Metropolitana, exames dos peritos indicam que cada uma das bombas tinha cerca de 4,5 quilos. Ele disse que as bombas poderiam ter sido transportadas em mochilas. Segundo ele, não se sabe como os artefatos foram detonados. "Uma das bombas foi mais letal por causa da posição do trem dentro do túnel e porque ele transportava mais gente", explicou. Hayman detalhou a localização das bombas em cada um dos locais de explosão. No metrô que ia de Aldgate para Liverpool Street, a explosão aconteceu no primeiro vagão. O trem já tinha entrado cerca de 91 metros no túnel. Em King's Cross, o ataque ocorreu no primeiro vagão, numa área sem assentos. Em Edgware Road, o segundo vagão foi atacado, também em uma área sem assentos. Ainda não há informações, no entanto, sobre a localização da bomba no ônibus em Tavistock Square. O artefato poderia estar no solo, no assento ou ter explodido quando estava sendo transportado para outro lugar. De acordo com Ian Blair, todo o setor antiterrorismo da Scotland Yard está envolvido nas investigações. Ele afirma que os policiais vão analisar cenas filmadas por câmeras de circuitos internos de TV, tanto no metrô quanto no ônibus. "Mas é um número muito grande de cenas. Será um desafio", disse. Para o chefe da polícia, o metrô - que transporta 3 milhões de pessoas por dia - é bem policiado. "O número de guardas no metrô era proporcional a uma possível ameaça", disse. Logo depois dos atentados, o sistema de telefonia celular entrou em pane em Londres. Mas Ian Blair negou que tenha sido resultado de uma ação da polícia. "Consideramos a suspensão do serviço de celular em Londres. Nós temos essa capacidade. Mas não o fizemos porque avaliamos a necessidade de as pessoas entrarem em contato com seus parentes." |
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