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Brasil caminha para crescimento a longo prazo, diz Palocci | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que a economia brasileira está saudável e pronta para crescer de forma sustentada nos próximos anos. “O mais importante não é o crescimento de 2005, mas a certeza, a confiança de que nós entramos numa trajetória de crescimento de longo prazo”, afirmou Palocci em Washington, em entrevista após uma reunião de 50 minutos com o secretário do Tesouro americano, John Snow. Quando foi questionado sobre a previsão de crescimento do FMI para o país de 3,7%, menor do que a maioria dos países da América Latina e outros emergentes, o ministro disse que o país "tem condições de um crescimento sustentado no longo prazo”. “O Brasil vai abandonar, definitivamente, a história econômica de crescer dois anos e ter crise, de ter idas e vindas, vôos curtos.” Palocci disse que a economia brasileira está hoje muito mais preparada para um choque externo, com o superávit comercial de US$ 35 bilhões, reservas elevadas e redução da dívida em dólar. O país teria mais capacidade para enfrentar situações como a de 2002, quando houve uma forte fuga de capitais. “O organismo da economia brasileira está saudável, está em condições de enfrentar chuvas, trovoadas ou ventos mais fortes sem adquirir gripes ou pneumonia”, afirmou. “Mas ainda temos dificuldade, temos muita coisa pra fazer.” "Reunião de trabalho" De acordo com o ministro, o encontro com Snow foi uma reunião de trabalho sobre um grupo do qual Brasil e Estados Unidos participam, para discutir os fenômenos econômicos mundiais. Palocci se encontraria depois com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, e com o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn. “Queremos que o FMI trabalhe para que as mudanças em política monetária, de reformas, seja feita com prudência para que não gere impacto nos países emergentes”, afirmou. Ele citou como exemplo de política bem feita o aumento gradual dos juros, que não teve efeito negativo nos países emergentes. Palocci disse que o Brasil também vai pressionar para que o FMI e o Banco Mundial dêem mais atenção aos países muito pobres, como os da África. Este também é um dos temas em discussão pelo G7, o grupo dos países mais ricos do mundo, que se reúne em paralelo ao encontro do FMI e deve divulgar neste sábado decisões sobre o assunto. Palocci e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participam neste sábado da reunião do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, no FMI, e no domingo, da reunião do Comitê de Desenvolvimento, do Banco Mundial. |
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