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Brasil precisa perseverar nas reformas, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma em seu relatório anual sobre o Brasil que a economia teve uma “transformação significativa” nos últimos dois anos, graças às políticas macroeconômicas adotadas pelo governo no período de vigência do acordo que acaba no dia 31 deste mês. Mas a instituição também diz que a dívida pública continua elevada e que o governo “precisa perseverar com as reformas estruturais para garantir as perspectivas de crescimento de longo prazo, essencial para lidar para a persistente pobreza e desigualdade”. O documento, divulgado nesta sexta-feira, repete muitos dos elogios feitos na décima e última revisão do atual programa que o Brasil tem com o Fundo, no início da semana, mas diz que o país ainda tem “vulnerabilidades e desafios”. O relatório anual é uma avaliação feita periodicamente pelo conselho de diretores do FMI sobre todos os países-membros, credores ou devedores. O relatório diz que o sistema de metas de inflação e de câmbio flexível funcionou bem nos últimos anos e elogia a habilidade das autoridades na condução da política monetária. A instituição considera que, diante dos choques de oferta do último ano, a redução da inflação para dentro da meta foi uma grande conquista. Inflação O desafio, diz a avaliação dos diretores do Fundo, é reduzir a inflação ao mesmo tempo em que reduz o impacto no crescimento. Os diretores do Fundo também defenderam a autonomia do Banco Central. “A eficácia da política monetária seria ampliada com a aprovação da lei concedendo autonomia operacional completa ao banco central”, diz o documento. Há elogios também à estratégia do Banco Central de aproveitar a valorização do real para ampliar as reservas em dólar. O documento também diz que o crescimento econômico atual oferece uma oportunidade favorável para atacar os problemas estruturais da economia e reduzir a pobreza e a desigualdade. “Um progresso substancial foi feito nos últimos anos, mas uma rigidez estrutural e gargalos continuam a restringir o potencial de crescimento do Brasil”, afirmam os diretores do Fundo. Entre os pontos mais importantes para o futuro, o documento cita as reformas, incluindo a autonomia do Banco Central, a reforma do ICMS e outras medidas para melhorar o ambiente para as empresas. Outras reformas importantes, na avaliação do FMI, são o aumento da flexibilidade do orçamento, o desequilíbrio do sistema previdenciário e a redução da informalidade no mercado de trabalho através da reforma das leis trabalhistas. Para isso, “os diretores enfatizam a importância de promover as reformas numa seqüência cuidadosa e construir um consenso em torno deles”, diz o documento. |
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