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Atualizado às: 04 de março, 2005 - 13h15 GMT (10h15 Brasília)
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'Generosidade' de Lula traz riscos, diz 'The Economist'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Revista critica a "generosidade" do presidente
A revista The Economist publica uma reportagem nesta semana sobre “os perigos econômicos da generosidade” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto afirma que, após ter tido sucesso nos dois primeiros anos como ministro da Fazenda, Antonio Palocci agora enfrenta uma nova série de problemas.

“A inflação volta a preocupar, as taxas de juros reais – já entre as mais altas do mundo – estão novamente em ascensão, e a moeda brasileira, o real, se fortaleceu de tal modo que pode prejudicar as exportações”, diz a revista.

Desta vez, na opinião da Economist, os críticos do governo têm argumentos válidos ao reclamar que “a política orçamentária está fazendo muito pouco para restringir a demanda e a inflação, o que implica que as taxas de juros sejam mais altas do que deveriam ser”.

Machado

Expondo argumentos de que o governo perdeu a oportunidade de promover um ajuste enquanto o crescimento econômico está em ritmo acelerado, a revista não reluta em apontar o dedo para quem considera estar na origem dos problemas.

“O erro é do chefe de Palocci, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem respondido melhor às crises do que às oportunidades”, diz a reportagem.

“Os gastos não-financeiros do governo federal aumentaram 11% em termos reais no ano passado, com grandes aumentos em áreas que nada fazem para reforçar as perspectivas de crescimento a longo prazo.”

Para cumprir a meta de superávit primário acertada com o Fundo Monetário Internacional, o governo, em vez de promover um enxugamento, apostou na arrecadação de impostos, e a taxa tributária chegou a “intoleráveis 37% do PIB”.

A revista diz que Lula “adicionou funcionários à folha de pagamento federal” e que o cumprimento de sua promessa de elevar o salário mínimo para R$ 300 vai colocar pressão sobre o orçamento.

A reportagem levanta questões sobre o acordo acertado com o FMI para reduzir a meta de superávit primário em 0,5 ponto percentual, a fim de usar o dinheiro extra para obras de infra-estrutura, e termina dizendo que, “se Palocci quiser garantir que o sucesso continue, está na hora de afiar o seu machado”.

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