|
Bush pode ir ao Brasil em novembro, diz Dirceu | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, pode visitar o Brasil em novembro, segundo o o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Dirceu fez o convite nesta quinta-feira no encontro que teve com a secretária de Estado Condoleezza Rice, em Washington. “Não há confirmação oficial, mas a avaliação que eu faço é que a tendência é de essa visita acontecer. O presidente Bush vai à Argentina em novembro, para a reunião da Quarta Cúpula das Américas. Ele iria ou na ida ou na volta”, afirmou o ministro, salientando que não se trata de uma escala, mas de uma visita oficial do presidente americano. Esse foi um dos assuntos tratados nas reuniões de Dirceu com Condoleezza Rice e, depois, com o assessor para Assuntos de Segurança da Casa Branca, Steven Hadley. Alca Sobre a retomada das negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), os dois lados disseram estar interessados em avançar nas negociações. "O importante é que haja um desbloqueio e que se retomem as negociações", afirmou Dirceu. Ele disse que ouviu de Hadley a confirmação de que os dois lados vão negociar a partir do acordo fechado na reunião de Miami, no ano passado, de uma Alca básica para todos os países e a possibilidade acordos mais abrangentes país por país. “Os Estados Unidos e o Brasil estão procurando maneiras de levar esta negociação adiante. Estamos trabalhando duro para isso e vamos continuar a trabalhar bem juntos”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, embaixador Richard Boucher. Dirceu não quis prever um prazo para a conclusão das negociações, mas disse que o Brasil está empenhado em discutir assunto por assunto, resolver os problemas e avançar. “A agenda com o Brasil é mais complexa do que a agenda com outros países da América. Temos que preservar a indústria brasileira e o desenvolvimento do país. O Brasil não pode assinar um acordo sem levar em conta seus interesses nacionais estratégicos. A negociação será mais longa, mais complexa, mas existe uma disposição de negociar”, afirmou. Na quarta-feira, em depoimento à Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre as prioridades do governo para a América Latina, o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roger Noriega, citou as boas relações entre os presidente Bush e Lula, “as mais positivas e abertas na memória recente”. “Temos uma estratégia de construir laços ainda mais fortes. Vamos tentar engajar a indústria e a mídia para apoiar a Alca e o livre comércio”, afirmou Noriega. Cuba e Venezuela Dirceu também disse que conversou sobre temas regionais com a secretária de Estado. Sobre Cuba, disse que reiterou a posição do Brasil, de maior aproximação com a ilha e que os dois conversaram sobre a Venezuela, mas não abordaram a venda de aviões militares brasileiros para o país. O pleito do Brasil por uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU também foi reiterado por Dirceu a Rice. “Ela não manifestou apoio, mas há uma compreensão de que essa reivindicação do Brasil é válida”, disse o ministro. “O Brasil, quando demandado por outros países ou por organizações multilaterais, tem exercido bem suas responsabilidade”, avalia. Com o assessor de segurança nacional, Dirceu disse ter conversado sobre a missão brasileira no Haiti, a renegociação da dívida argentina e a retomada das negociações do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a importância da integração entre os países da América do Sul. “A integração não é contrária aos interesses dos Estados Unidos, mas uma oportunidade para os investidores e as empresas norte-americanas participarem de um mercado que vai crescer”, afirmou. O ministro também negou que participará das articulações para a reforma ministerial e disse que não é ele quem vai negociar os cargos do PP com o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti. “Quem vai negociar é o presidente”, afirmou. “Se ele pedir a minha opinião, eu dou, como dei na semana passada”, afirmou. Nesta quarta-feira, Cavalcanti disse que esperava o retorno do ministro dos Estados Unidos – onde passou a semana – para negociar os cargos do PP. Dirceu disse que Lula já tem todos os elementos para a reforma ministerial, e que o Partido dos Trabalhadores – que deve perder ministérios para abrir espaço para outros partidos da base aliada – não vai criar empecilhos para a reforma. “Pelo contrário. O presidente terá todo o apoio para fazer as mudanças que ele compreender que são necessárias neste momento.” |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||