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América Latina está mais preparada para crescer, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As reformas realizadas na América Latina nos últimos anos deixaram a região numa posição mais favorável para aproveitar o crescimento econômico e para confrontar os riscos futuros, como o aumento dos preços do petróleo e o choque provocado por uma eventual alta abrupta dos juros nos Estados Unidos. A avaliação é do economista Anoop Singh, diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI). “Isso ressalta a importância de perseverar com a política de disciplina macroeconômica e seguir adiante com as reformas estruturais”, afirmou numa entrevista coletiva em Washington durante a reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial. O economista disse que o desempenho da América Latina, que cresceu 5,7% no ano passado, foi o maior da década, e que vários países da região estão utilizando o resultado do ano passado para reduzir a dívida pública, ao contrário do período anterior, quando os países usaram os recursos extras para financiar gastos públicos. Brasil Singh também elogiou o Brasil, que cresceu 5,2% no ano passado e deve crescer, pela previsão do FMI, 3,7% neste ano. Embora este seja um índice inferior à média da região, de 4,1%, ele disse que acredita que as reformas feitas pelo país a partir dos anos 90 e principalmente nos últimos dois ainda não surtiram todo o efeito potencial. “Estamos próximos do momento em que o Brasil terá um crescimento contínuo acima da média”, afirmou Singh. “Não há mais as flutuações e incertezas que afligiram o Brasil no passado e há uma literatura econômica cada vez maior que demonstra o efeito adverso de um ambiente macroeconômico volátil no crescimento”, afirmou o diretor-adjunto para o Brasil, Charles Collyns. Ele defendeu também mudanças no sistema bancário para tornar a intermediação bancária mais eficiente e reduzir o spread – diferença entre a taxa de juros paga e cobrada pelos bancos. “O Brasil tem um spread muito grande, e isso é claramente um fator que inibe a intermediação bancária na economia. E o potencial de crescimento econômico no longo prazo se beneficiaria muito de esforços para tornar a intermediação bancária mais eficiente”, afirmou. |
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