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FMI elogia Brasil mas alerta para riscos mundiais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato, disse que a política monetária e fiscal do governo está reduzindo as vulnerabilidades da economia brasileira e que as reformas devem levar o país a aumentar seu potencial de crescimento nos próximos anos. “É a melhor maneira do Brasil continuar nos próximos anos a aumentar seu potencial de crescimento e diminuir as vulnerabilidades”, afirmou num entrevista coletiva sobre o encontro de primavera do FMI e do Banco Mundial, que acontece a partir desta sexta-feira em Washington. De Rato repetiu os elogios que a instituição já fez ao Brasil no relatório Panorama Econômico Mundial, mas evitou comentar o fato de que o crescimento previsto para o país para este ano, de 3,7%, é inferior ao da média da América Latina – 4,1% – e de outros países emergentes. O Fundo considera que o Banco Central agiu bem para controlar a ameaça inflacionária dos últimos meses e destaca que o governo precisa continuar com as reformas que na avaliação da instituição devem tornar o país mais competitivo e confiável para os investidores. Petróleo O diretor-gerente do FMI qualificou de “benigno” o momento econômico atual, mas disse que os riscos aumentaram em relação ao ano passado, em parte por causa da percepção de que os preços do petróleo devem se manter elevados não apenas neste mas nos próximos anos. O Fundo projeta um crescimento de 4,3% para a economia mundial neste ano, 0,8 ponto percentual menos do que a expansão de 5,1% do ano passado. No caso brasileiro, a redução é maior, de 5,2% no ano passado para uma expectativa de crescimento de 3,7% para este ano. O FMI vai discutir neste encontro e deve divulgar no sábado um plano de ajuda aos países pobres. Os diretores da instituição vão decidir o tamanho da ajuda e se ela vai incluir o perdão da dívida, disse De Rato. Uma das possibilidades, confirmada pelo diretor do FMI na entrevista coletiva, é a venda de parte das reservas de ouro da instituição para financiar esses programas. “Se o conselho de diretores tomar essa decisão, deve ser feita de maneira técnica, vendendo ouro no mercado, e não reduzindo o valor no nosso balanço”, afirmou. De Rato repetiu o pedido feito um pouco antes pelo presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, para que os países ricos aumentem as suas doações para o financiamento dos Objetivos do Milênio, de reduzir a pobreza pela metade entre 2000 e 2015. “Nem todas as metas serão atingidas em todas as regiões, por isso pedimos à comunidade internacional que as contribuições sejam ampliadas”, afirmou. Brasil O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegam a Washington nesta sexta-feira para participar das reuniões do Fundo Monetário Internacional. Depois de sete anos, este é a primeira vez que o Brasil participa de uma reunião do FMI sem um acordo em vigência com a instituição. Palocci dá uma palestra no Laboratório Econômico Mundial, depois se encontra com o secretário do Tesouro americano, John Snow, e participa de reuniões com as equipes brasileiras no FMI e no Banco Mundial. O ministro tem ainda uma reunião com o ministro da Fazenda das Filipinas, Cesare Purisima, e à noite participa de um jantar com os outros ministros dos países-membros do FMI. Palocci e Meirelles também se encontram com De Rato e com Wolfensohn. No sábado, Palocci participa das reuniões do Comitê Financeiro e Monetário Internacional (CMFI) e no domingo, da reunião do Comitê de Desenvolvimento. |
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