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Brasil tem um programa muito bem-sucedido, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, elogiou o desempenho econômico do Brasil e voltou a afirmar nesta sexta-feira que não foi procurado pelo governo brasileiro para uma possível renovação do acordo com o país. "O desempenho macroeconômico do governo do Brasil foi extremamente bom e criou no país um consenso claro sobre a necessidade de uma boa política neste campo", afirmou Rato, que deu uma palestra em uma palestra no Royal United Services Institute (Rusi), em Londres, sobre as perspectivas econômicas da América Latina. "O Brasil tem um programa muito bem-sucedido, aliás, eles não tomam empréstimos (do FMI) há mais de um ano." Rodrigo de Rato também falou sobre a possibilidade de renovação do acordo do FMI com o governo brasileiro, que vence em março. "Isso depende da decisão do governo (do Brasil), mas até agora o governo não tomou uma decisão. Fica a cargo deles decidir que uso dos recursos do Fundo querem fazer, tanto financeiro como técnico ou de orientação política", disse o diretor do FMI. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, já afirmou que só deve decidir sobre a renovação do acordo com o FMI em março. O diretor-geral do FMI estendeu os elogios a quase todos os países da América Latina – a Argentina, no entanto, ficou ausente da lista. "O novo governo do Uruguai também vem afirmando que tem o compromisso de adotar um modelo macroeconômico estável. Certamente, o Chile provou esse compromisso nas duas últimas décadas", disse Rato. "O governo do Peru fez um trabalho muito bom em termos de desempenho macroeconômico. Você poderia dizer o mesmo da Colômbia e da maior parte dos países centro-americanos e certamente do México." A Argentina, que suspendeu o acordo com o FMI no ano passado, não entrou na lista de Rodrigo de Rato. O governo argentino continua pagando as parcelas da sua dívida com o Fundo, no entanto, não aceita a revisão das metas macroeconômicas a cada três meses, como é praxe nos acordos do FMI. De sua palestra no Rusi, Rodrigo de Rato partiu para o encontro dos representantes do G-7, o grupo dos sete países mais ricos do mundo. |
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