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Atualizado às: 01 de outubro, 2004 - 04h37 GMT (01h37 Brasília)
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Palocci não descarta usar nova linha de crédito do FMI

Antônio Palocci
Ministro diz que inflação não está descontrolada
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, deixou aberta a possibilidade de o Brasil se qualificar para uma linha de crédito preventiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) - uma espécie de cheque-especial - caso ela seja criada.

Durante reunião do FMI realizada em abril, o governo brasileiro defendeu a proposta de criação da linha, mas, na época, Palocci afirmou que se tratava apenas de uma idéia para mudar procedimentos do Fundo e que o Brasil não tinha interesse específico nela.

No entanto, ao falar com a imprensa depois de reuniões com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, e com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda não quis descartar a possibilidade de o Brasil se qualificar para o programa.

"Lógico que, quando propomos uma linha como esta, de crédito preventivo, é porque nós achamos que ela é interessante para todos os países, inclusive para o Brasil", afirmou Palocci. Mas ele disse que o Brasil não está criando alternativas para o seu atual acordo com o Fundo, que termina em março do ano que vem.

"O Brasil está neste momento realizando um acordo que nós já consideramos preventivo. Ou seja, o que nós estamos propondo ao FMI como uma mudança institucional, o Brasil já faz, e nós achamos que funciona. Sobre o ano que vem, nós vamos pensar no ano que vem."

Inflação

Palocci admitiu que a inflação está "um pouco acima da meta", mas afirmou que ela não está "descontrolada".

"Há elementos na inflação que não podem ser controlados por nenhum governo, através de política monetária", disse o ministro. Um exemplo seria o preço do petróleo.

Palocci diz que não acredita que as negociações salariais que começam a acontecer no Brasil - com trabalhadores buscando aumentos maiores devido ao crescimento da economia - atrapalhem a estabilidade.

"É razoável que, com o crescimento da economia, o empresário queira que sua empresa seja beneficiada, e também é razoável que o trabalhador queira se beneficiar dos ganhos da empresa. Essa negociação é parte de jogo e nós confiamos na capacidade de nosso líderes empresariais e sindicais", disse ele.

"Com certeza não temos o risco de uma crise inflacionária. O próximo período é muito benigno, mas exige atenção."

Palocci também admitiu que o nível de investimento na economia brasileira - de 18,9% do PIB, segundo o IBGE - ainda é "um pouco baixo".

"É verdade que o investimento ainda é um pouco baixo, mas é importante ver que ele aumentou em relação ao período anterior."

Crescimento

Para Palocci, o Brasil está crescendo "num nível muito razoável". O ministro minimizou a comparação do crescimento previsto para o Brasil, com as expansões superiores esperadas pelo FMI para outros países emergentes este ano.

"O Brasil, você tem de comparar com o próprio Brasil. Nós estamos crescendo mais este ano do que na média dos últimos dez anos."

O ministro discorda da avaliação feita por diversos analistas de que economia brasileira já está produzindo no limite de sua capacidade instalada e que, portanto, teria dificuldades em promover o crescimento, mesmo em condições financeiras mais favoráveis.

"As empresas que estão com capacidade ociosa (que poderia responder rapidamente se fosse necessário produzir mais) já estão investindo para aumentar suas possibilidade de produção. A experiência em diversos países já mostrou que o investimento não tem de preceder o crescimento e sim o crescimento é que leva a mais investimentos."

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