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Atualizado às: 03 de outubro, 2004 - 20h20 GMT (17h20 Brasília)
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FMI precisa começar a recusar ajuda, diz De Rato

Rodrigo de Rato, diretor-gerente do FMI
Rodrigo de Rato, diretor-gerente do FMI
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, disse que a instituição precisa começar a recusar alguns empréstimos para incentivar políticas macroeconômicas sustentáveis entre seus membros.

"Os empréstimos do FMI para o México em 1995, para a Coréia do Sul em 1997 e os apoios mais recentes ao Brasil e a Turquia são alguns dos exemplos do passado recente onde uma grande ajuda foi apropriada", disse De Rato, na sessão plenária da reunião anual do FMI, que termina neste domingo, em Washington.

"Mas também precisamos de um Fundo que possa dizer não. A perspectiva de uma recusa do Fundo em dar apoio financeiro iria fortalecer o incentivo para a implementação de políticas consistentes, evitando a necessidade do apoio do Fundo", concluiu.

De Rato destacou a importância das ações de monitoramendo da economia mundial pelo Fundo, mas admitiu que o sistema ainda tem de ser aperfeiçoado.

Riscos

"Diversas iniciativas estão sendo tomadas para que o monitoramento possa nos dar alertas antecipados e assim possam servir de maneira mais eficiente à prevenção de crises", disse De Rato. "Mas para ser efeitvo, o monitoramento do FMI não pode apenas depender de alertas antecipados. Temos também de tomar ações antecipadas. É possível melhorar este aspecto."

O diretor-gerente do FMI disse que o crescimento do PIB mundial este ano - 5%, segundo as previsões de fundo - deve ser o maior em três décadas.

De Rato disse, no entanto, que "ainda há muito que os países membros (do FMI) têm de fazer para sustentar a recuperação econômica".

"Os governos têm de monitorar cuidadosamente os efeitos de curto prazo nas suas economias. Até agora, em muitos dos países, os impactos do petróleo mais caro na produção e na inflação parecem moderados, mas gastar muito com petróleo pode ser um fardo pesado para países mais pobres", disse De Rato.

"O desafio de realizar uma transição tranqüila para taxas de juros mais altas ainda não terminou. O movimento em direção a uma política monetária neutra tem de continuar através de ações do bancos centrais nos momentos certos."

De Rato também disse que é necessária a continuação de medidas para ajustar os desequilíbrios nas contas correntes, principalmente de países ricos.

"O Fed (banco central americano) começou a tomar no início deste ano medidas em resposta aos sinais de que a expansão econômica ganhou impulso. O que é necessário agora é que a política fiscal dos Estados Unidos siga o mesma linha e realize um programa mais ambicioso de redução da dívida, no médio prazo", disse.

"Os países europeus têm de aproveitar a recuperação para implementar reformas estruturais, uma chance que foi perdida na última vez que a economia mundial passou por um período de crescimento. Eu espero que o Japão vá continuar a resolver a fragilidade de seus setores financeiro e corporativo, de maneira a fortalecer seu crescimento econômico."

Países ricos

O representante da China no FMI, Zhou Xiaochuan, cobrou da organização uma vigilância mais atenta à economia dos países ricos.

"Nós reconhecemos os esforços dos Fundo para promover o crescimento econômico e a estabilidade financeira através do fortalecimento de seus mecanismos de vigilância, mas acreditamos que o Fundo deve aumentar o foco no monitoramento dos grandes países desenvolvidos, que tem um impacto significativo na economia mundial", disse.

"Esses países deveriam ser encorajados a coordenar melhor suas políticas macroeconômicas, a manter a estabilidade nas taxas de câmbio entre as principais moedas, a aumentar a ajuda financeira ao desenvolvimento e a manter os seus mercados abertos."

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, disse que a trajetória da economia de seu país é boa, mas admitiu que o déficit é um problema que tem que ser - e está sendo - resolvido.

"Os fundamentos da economia americana são sólidos, com a produtividade aumentando, a inflação modesta, as taxas de juros baixas e a criação de empregos continuando", disse.

"(O déficit fiscal federal) é de pouco mais de 3,5% do PIB e continua baixo se comparado com os índices dos anos 80 e 90. Mas déficits são sempre muito altos e esperamos atingir o objetivo do presidente de cortar o déficit pela metade nos próximos cinco anos", afirmou Snow.

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