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Atualizado às: 02 de outubro, 2004 - 23h49 GMT (20h49 Brasília)
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Banqueiros internacionais prevêem que Brasil cresce 4,8%

rua de São Paulo
Para presidente do Itaú, Brasil vive melhor momento em 20 anos
O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) - entidade que reúne mais de 340 grandes instituições financeiras em 60 países - prevê que a economia brasileira vai crescer 4,8% este ano e 4% em 2005.

A estimativa do IIF é superior à do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projeta uma expansão de 4% em 2004 e de 3,5% no ano que vem.

O presidente do Banco Itaú e vice-presidente do IIF, Roberto Setubal, disse que o Brasil está em uma situação "extremamente positiva", depois de participar de um encontro do IIF, em Washington, paralelo à reunião anual do FMI e do Banco Mundial.

"Não me lembro de nenhum momento nos últimos 20 anos com uma situação tão normal, tão tranquila. Estamos entrando em um período de crescimento sustentado. Está tudo certo", disse o banqueiro.

Investimentos

Setubal disse que o atual governo está conseguindo dosar a política monetária apenas para manter a inflação sob controle, sem recorrer às taxas de juros para, por exemplo, influenciar o câmbio.

Quando um jornalista perguntou se Setubal estava espantado pela estabilidade ter sido conseguida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o banqueiro disse que nunca foi "tão contrário ao partido" quanto alguns de seus colegas, mas disse ser "inacreditável a competência" do atual governo para conduzir a economia.

O IIF também prevê um significativo aumento nos fluxos de capitais para os mercados emergentes. Os investimentos devem chegar a US$ 226 bilhões este ano, comparados a US$ 213 bilhões no ano passado.

Os investimentos na América Latina devem passar dos US$ 30,5 bilhões em 2003 para US$ 37 bilhões este ano e aumentarem ainda mais, para US$ 49,3 bilhões, em 2005.

"A previsão para os fluxos de capitais para mercados emergentes este ano leva em consideração a continuação da recuperação econômica global, embora em um ritmo menos exuberante do que o observado no fim do ano passado e início deste ano", diz o comunicado da IIF.

"Nossas previsões (também) são baseadas na expectativa de que os principais mercados emergentes vão continuar mantendo políticas macroeconômicas sustentáveis."

Crescimento

O IIF prevê um crescimento de 6,2% do PIB dos países emergentes este ano. Se a previsão for confirmada, seria a maior expansão em 20 anos.

"Pela primeira vez em mais de cinco anos, nenhum país latino-americano deve apresentar crescimento negativo. Na verdade, um aumento na atividade (econômica) é esperado em todos os países, com a exceção da Argentina, onde o crescimento econômico esta perdendo impulso agora que o governo tem de fazer difíceis escolhas políticas passa por um momento de erosão da confiança popular", avalia o instituto.

Em relação ao Brasil, o IIF diz que o crescimento deve ser sustentado por "um forte desempenho exportador e pelo aumento no consumo e nos investimentos."

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