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Atualizado às: 01 de outubro, 2004 - 22h10 GMT (19h10 Brasília)
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Palocci: Só fatores internacionais ameaçam Brasil

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci
Ministro citou como fatores de risco o petróleo, a economia americana e a China
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, trouxe para as reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Washington um discurso afinado com o otimismo das duas instituições em relação à economia mundial.

E no que diz respeito ao Brasil, Palocci afirma que não há riscos internos colocando em questão o crescimento do país, que só teria problemas se houver um agravamento inesperado de algum desequilíbrio internacional.

"O que pode trazer uma questão nova para o Brasil e outros países emergentes seria uma mudança de cenário mundial. É isso que esta reunião (anual do FMI e do Banco Mundial) deve avaliar e nós já começamos a fazer isso nas reuniões bilaterais e nas reuniões preparatórias", disse à imprensa o ministro Palocci.

“Estamos avaliando o comportamento da política monetária americana, o comportamento do crescimento chinês e o comportamento dos preços do petróleo e vendo o que isso deve significar para o cenário futuro.”

O ministro citou estes três riscos, mas disse que entre eles apenas o comportamento do petróleo ainda guarda mais incertezas.

Petróleo

Palocci afirmou, no entanto, que os efeitos sobre o Brasil são reduzidos pelo fato de o país produzir cerca de 80% do petróleo que consome.

"O problema vai ser mais grave para países como a Índia, que importa 70% de seu petróleo. No Brasil, é claro que o aumento dos preços do petróleo tem impactos internos na economia, mas isto está sendo administrado", afirmou.

Palocci disse que a política monetária americana deve "continuar em bases transparentes" e, portanto, sem criar maiores problemas para o futuro.

Em relação à China, o ministro diz que o "pouso suave" da economia chinesa - que vinha crescendo em um ritmo rápido - ainda não aconteceu e que não há problemas em relação a isso no horizonte.

Exportações

Mas apesar de algumas incertezas, o governo brasileiro afirma que continua otimista em relação às exportações.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luis Fernando Furlan, disse que um dos motivos disso é que o Brasil está cada vez menos depende apenas dos países ricos para vender suas mercadorias.

"O comércio exterior do Brasil está se diversificando. As exportações para os países industrializados estão aumentando em dólares, mas estão reduzindo sua participação no total do comércio exterior brasileiro."

O ministro disse que o governo espera atingir antecipadamente, embora "não ainda este ano", a meta de exportar US$ 100 bilhões.

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