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Não há acordo sobre crédito de emergência do FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que o comunicado final da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) deve trazer uma referência à importância que podem ter acordos preventivos com a instituição para países sem necessidade imediata de sacarem recursos. Palocci admitiu, no entanto, que ainda há desacordos a respeito de duas visões diferentes sobre como devem funcionar estas linhas de crédito. "Estamos em um debate com algum nível de polêmica, mas muito saudável", afirmou o ministro ao sair da reunião da Comissão de Desenvolvimento do FMI. A proposta apresentada por países em desenvolvimento e apoiada pelo Brasil faz referência a uma linha que permitiria a uma nação com finanças equlibradas, ou a caminho do equilíbiro, sacar recursos imediatemente do FMI para fazer frente a alguma crise inesperada, sem estar dentro de um programa controlado pelo Fundo - uma espécie de cheque especial. O presidente do Conselho de Ministros de Economia da União Européia, Gerrit Zalm, no entanto, apresentou outra proposta que inclui um controle maior do FMI - com os chamados programas - sobre as contas dos países que se qualificarem para estas linhas emergenciais. Programa "A experiência mostra que só a vigilância (que seria usada no caso da proposta brasileira) nem sempre manda sinais suficientemente fortes para os mercados financeiros e para os doadores. Já os programas dão um sinal forte devido à condicionalidade deles", disse Zarn. O ministro Palocci, no entanto, afirmou que não há visões contraditórias entre os membros do Fundo. "Os países reforçaram ou deram valor mais significtivo a um procedimento ou ao outro, mas muitos foram os que falaram da importância de uma linha para ajudar a evitar que as crises aconteçam", disse. Palocci afirmou que, na reunião, a proposta brasileira recebeu o apoio também de países ricos, mas ele não qui citar quais. Em uma entrevista coletiva, o ministro de Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, também disse que "não se deve pensar que em relação a esta discussão (sobre linhas emergenciais de crédito) tem países desenvolvidos de um lado e em desenvolvimento do outro". Argentina Palocci disse que no comunicado do fundo deve haver uma referência positiva às negociações da Argentina com seus credores internacionais. Alguns dos países queriam que o comunicado fizesse uma menção dura ao país e uma cobrança para que a questão das dívidas seja resolvida rapidamente. O ministro Antônio Palocci não quis confirmar - mas tampoucou negou - os rumores de que o Brasil havia feito um esforço para que a linguagem do comunicado fosse suavizada. "O Fundo está construindo uma formulação que encoraja a resolução através de negociação. Nossa política externa é sempre apaziguadora em todas as áreas", disse apenas Palocci. |
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