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Brasil pode aprender com programa social mexicano, diz Bird | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, disse nesta quinta-feira que o Brasil tem a aprender com programas sociais mexicanos. "Em algumas áreas, o governo do México está liderando, particularmente na área social", respondeu o presidente do Bird a uma pergunta feita por uma jornalista mexicana durante uma entrevista coletiva. "Existem programas a respeito dos quais estamos levantando informações para que possamos expô-las no Brasil e os brasileiros também possam se beneficiar da experiência mexicana", disse Wolfensohn. O presidente do Bird estava fazendo uma referência ao programa social mexicano batizado de Oportunidades. O programa atende cerca de 5 milhões de cidadãos e integra ações nas áreas de saúde, alimentação, educação, além de dar apoio econômico a pequenas empresas ou outras iniciativas de negócios. Imposto contra a pobreza Apesar das duras críticas dos Estados Unidos à proposta, apoiada pelo Brasil, de instituição de impostos internacionais para combater a pobreza, Wollfensohn disse que ficou satifeito com a reunião realizada na Organização das Nações Unidas (ONU) este mês para debater o assunto. "Vocês devem perguntar ao Tesouro (dos Estados Unidos) se eles já têm uma posição fechada contra o imposto internacional (proposto na ONU). Pelo que eles disseram na reunião, parece que eles têm uma posição contrária forte, mas a reunião tinha objetivos muito mais amplos", disse. Mas o presidente do Banco observou que a proposta também angariou apoios importantes, como da França, "que parece ansiosa com a idéia de se estabelecer algum tipo de imposto internacional". "Percebi naquela reunião o presidente Lula, o presidente da França, Jacques Chirac, e também os líderes do Chile (Ricardo Lagos) e da Espanha (José Zapatero) promovendo importantes medidas contra a pobreza. Acho que aquela foi uma reunião que discutiu também questões de financiamento, mas não foi um encontro sobre fianciamento", disse. "Acho que o mais importante foi ver 30 ou 40 chefes de estado dizendo que, mesmo com tudo que está acontecendo no mundo, a pobreza e o desenvolvimento continuam sendo questões centrais." Reformas Wolfensohn também listou umas série de reformas microeconômicas que estão sendo realizadas pelo México e que, para ele, são necessárias em todos os países em desenvolvimento. "O desenvolvimento depende de medidas importantes, como o aumento da transparência dos governos, a redução da corrupção e a redução dos custos alfandegários", disse ele. |
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