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Atualizado às: 14 de outubro, 2006 - 10h40 GMT (07h40 Brasília)
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Testes indicam explosão nuclear na Coréia do Norte
Imagem de satélite de área onde teria ocorrido o teste nuclear
Ainda não há confirmação independente da realização do teste
Resultados preliminares de testes científicos indicam que a Coréia do Norte realizou um teste nuclear na última segunda-feira, segundo autoridades americanas.

Porém, os cientistas ressaltaram que são necessários mais testes para se chegar a uma conclusão definitiva.

Neste sábado a Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar sanções contra o país, mas a Rússia e a China continuam questionando o esboço da resolução apresentado.

Ban Ki-moon, o futuro secretário-geral da ONU, pediu para que uma resolução "forte e clara" seja adotada.

Ban foi eleito formalmente pela Assembléia Geral na sexta-feira para substituir Kofi Annan no fim deste ano.

Gás no ar

Durante toda a semana, houve dúvidas se a Coréia do Norte realmente realizou um teste nuclear ou se a declaração era apenas um blefe.

Segundo o correspondente da BBC em Washington, Nick Miles, a aparente confirmação de que Pyongyang realizou um teste nuclear pode facilitar a aprovação da resolução da ONU.

Cientistas americanos identificaram vestígios de gás radioativo no ar perto do local onde teria ocorrido o suposto teste nuclear.

Autoridades da Casa Branca ressaltaram que apenas este resultado não confirma um teste bem-sucedido mas poderia significar que houve a tentativa de um teste.

Uma autoridade, citada pela agência de notícias Associated Press, teria dito que os resultados indicam que é mais provável ter havido um "fiasco nuclear" do que um teste completo.

A agência também citou uma autoridade não-idetificada dizendo que uma amostra foi coletada acima de Qunggye, nas proximidades da área onde o suposto teste teria sido realizado.

Tanto cientistas sul-coreanos como chineses disseram não ter encontrado vestígios de radioatividade nos testes de ar, solo e água da chuva.

Votação na ONU

Os Estados Unidos revisaram o esboço de uma resolução para retirar a ameaça de ação militar iminente, em uma tentativa de convencer a Rússia e a China a aprovarem o texto.

O enviado dos Estados Unidos à ONU, John Bolton, disse esperar que a votação ocorra neste sábado, mas que isto dependia da Rússia e da China.

Porém, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, disse que o esboço atual ainda contém "elementos que têm de ser discutidos e esclarecidos".

O esboço dos Estados Unidos mantém uma cláusla polêmica permitindo nações a inspecionarem as cargas que chegam à Coréia do Norte e saem do país a fim de procurar armas não-convencionais.

A resolução pede para que Pyongyang adote um acordo realizado em setembro de 2005, em que prometia abdicar de seu programa nuclear em troca de ajuda e segurança.

Um enviado russo que acaba de retornar da Coréia do Norte disse que ele pediu para que Pyongyang retome as negociações de desarmamento.

Sanções

O Japão já adotou novas sanções contra o país.

As medidas incluem a suspensão de comércio e turismo, a proibição de navios norte-coreanos nos portos japoneses e o congelamento das importações e das visitas de autoridades da Coréia do Norte.

O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, se reuniu com o presidente chinês, Hu Jintao, em Pequim.

Segundo uma alta autoridade sul-coreana, os dois não discutiram detalhes da resolução, mas chegaram a um acordo sobre um princípio geral para apoiar o texto.

Roh enfrenta pressão crescente em casa para acabar com a política que tenta manter boas relações com a vizinha Coréia do Norte.

Cerca de 3 mil manifestantes se reuniram em frente à Prefeitura de Seul para exigir que o governo suspenda a ajuda e os investimentos para o Norte.

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