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Atualizado às: 12 de outubro, 2006 - 23h54 GMT (20h54 Brasília)
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Coréia do Norte: Quais são os interesses dos países envolvidos?
Coréia do Norte ilustração nuclear
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas está estudando a possibilidade de adotar sanções contra a Coréia do Norte, após o país ter anunciado a realização de seu primeiro teste de arma nuclear.

Conheça as diferentes posições dos principais países envolvidos na crise e nas discussões da ONU sobre as sanções contra a Coréia do Norte.

Estados Unidos

Apesar de ter relaxado as sanções vigentes há 50 anos contra a Coréia do Norte em 2000, os Estados Unidos mantêm relações comerciais limitadas com Pyongyang por causa das suspeitas em relação ao programa nuclear do país.

Desde 2000, quando as relações começaram a se deteriorar bastante, os Estados Unidos vêm exigindo uma atitude muito mais enérgica por parte da comunidade internacional contra a Coréia do Norte.

Em 2003, os americanos lançaram a Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI), com o objetivo de proibir a aquisição de armas pela Coréia do Norte, o Irã e outros países que causam preocupação ao governo dos Estados Unidos.

Os países participantes da iniciativa ficaram encarregados de realizar inspeções em aviões e navios suspeitos de transportar material que pudesse ser utilizado para a fabricação de armas.

Em setembro de 2005, Washington impôs sanções econômicas à Coréia do Norte, acusada de envolvimento na lavagem de dinheiro de tráfico de drogas e falsificação de notas.

O governo americano congelou os ativos de oito empresas que ele acreditava estarem ligadas à proliferação de armas de destruição em massa, e tomou medidas contra um banco em Macau, acusado de ajudar a lavar dinheiro e de ter ligações com a liderança norte-coreana.

Após o teste realizado pela Coréia do Norte em julho de 2006, quando o país lançou sete mísseis, o Conselho de Segurança condenou o país e pediu para todos seus integrantes suspenderem a transferência de mísseis e de tecnologia relacionada a mísseis à Coréia do Norte.

Os Estados Unidos adotaram medidas contra 12 companhias e uma pessoa física com a adoção destas sanções.

Após o anúncio da realização do primeiro teste nuclear da Coréia do Norte, os Estados Unidos pressionaram por uma nova resolução da ONU contra a Coréia do Norte, incluindo uma referência ao Capítulo Sete, que permite o uso de força militar.

Japão

Dois dias após o teste nuclear, o Japão anunciou novas sanções bilaterais em que proíbe todas as importações da Coréia do Norte e a entrada de navios norte-coreanos em portos japoneses.

Cidadãos norte-coreanos, com algumas exceções, também passaram a ser impedidos de entrar no Japão.

A suspensão de importações vai prejudicar as exportações de cogumelos, mariscos e carvão da Coréia do Norte - importantes fontes de recursos para o país. As principais exportações do Japão para a Coréia do Norte são carros, caminhões e ônibus.

As sanções se juntaram às já existentes após os testes de mísseis realizados pela Coréia do Norte em julho de 2006.

O Japão ajudou a aprovar aquela resolução da ONU, que pediu aos países-membros a suspensão de importações e exportações à Coréia do Norte de material que pudesse ser utilizado para a fabricação de armas de destruição em massa.

Tóquio também suspendeu a ajuda alimentar à Coréia do Norte, introduziu sanções financeiras limitadas e baniu o principal serviço de travessia de balsa entre os dois países.

Coréia do Sul

A Coréia do Sul tem se esforçado para se relacionar com o Norte e estabeleceu contatos econômicos, políticos e humanitários.

Porém a política gerou críticas de seu principal aliado, os Estados Unidos, e de cada vez mais sul-coreanos, que querem uma posição mais enérgica contra Pyongyang.

Após os testes de julho, a Coréia do Sul cortou a ajuda humanitária que fornecia regularmente ao Norte, incluindo a doação de arroz e fertilizantes.

Porém, o país tem se mostrado relutante em apoiar medidas mais duras por medo de aumentar as tensões com seu vizinho.

A Coréia do Sul também quer evitar o colapso econômico da Coréia do Norte, já que isto poderia fazer com que milhões de refugiados tentassem cruzar a fronteira.

Por estas e outras razões, a Coréia do Sul ficou relutante em aderir à Iniciativa de Segurança contra a Proliferação, criada pelos Estados Unidos.

No entanto, após o anúncio do teste nuclear do país vizinho, o vice-ministro do Exterior da Coréia do Sul, Yoo Myeong-hwan disse que o país pretendia aderir "parcialmente com base de caso a caso".

China

A China é o principal parceiro comercial de Pyongyang e sua aliada mais próxima e exerceu um papel importante nas atualmente suspensas negociações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte.

Pequim condenou a Coréia do Norte por seu teste nuclear, mas assim como a Coréia do Sul, quer ver um vizinho estável e tem resistido a concordar com medidas mais duras pedidas pelos Estados Unidos.

A China votou a favor da resolução em julho banindo importações relacionadas a mísseis, mas apenas após a menção ao Capítulo Sete ter sido retirada.

O governo chinês apoiou "algumas ações punitivas" contra a Coréia do Norte após o teste nuclear e não descartou sanções, mas disse que o uso militar seria "inimaginável".

Rússia

A Rússia tinha laços fortes com a Coréia do Norte durante a era soviética e considera o país uma potencial rota de passagem para oleodutos.

Assim como a China - outro integrante com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU - a Rússia tende a tentar persuadir o Norte em vez de puni-lo.

A Rússia também condenou o teste nuclear da Coréia do Norte, mas disse que uma ação militar não é a resposta a ser adotada e, mais uma vez, pediu para que a questão fosse resolvida por vias diplomáticas.

Moscou não disse publicamente com quais sanções concordaria, se é que concordaria com alguma.

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