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Atualizado às: 12 de outubro, 2006 - 08h41 GMT (05h41 Brasília)
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EUA mudam proposta sobre Coréia do Norte na ONU
John Bolton, embaixador americano na ONU
Bolton disse que quer votar a proposta até sexta-feira
Diplomatas americanos começaram a distribuir na Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York um novo esboço de resolução impondo sanções à Coréia do Norte em resposta aos testes nucleares de segunda-feira.

O embaixador americano na ONU, John Bolton, disse que os Estados Unidos formalizarão a proposta ainda nesta quinta-feira e que espera a sua aprovação para antes do final da semana.

“Muitos comentários foram feitos a esse respeito e ainda há desacordo sobre alguns pontos, mas acreditamos que seja necessário dar uma resposta forte e imediata a essa questão”, disse Bolton.

O documento pede sanções ao programa nuclear e de mísseis de Pyongyang, que tem a China como sua maior aliada.

O teste nuclear da Coréia do Norte aconteceu na última segunda-feira, mas sua realização foi confirmada somente pela Rússia. Há especulações de que o teste não teria sido realizado com sucesso.

'Resposta imediata'

Já existe um consenso no Conselho de Segurança da ONU sobre a necessidade de se punir a Coréia do Norte, mas há divisões quanto ao grau de dureza das sanções.

Os Estados Unidos propõem que as sanções também suspendam o comércio de bens de luxo, sob o artigo sétimo da Carta das Nações Unidas. Isto significaria que as sanções poderiam vir a ser impostas através do uso de força militar.

As sanções propostas
Suspensão de venda de material que possa ser usado na construção de armas de destruição em massa
Inspeções em cargas entrando e saindo da Coréia do Norte
Fim de transações comerciais que possam dar apoio ao programa nuclear do país
Suspensão da venda de bens de luxo à Coréia do Norte

China, Rússia e Coréia do Sul, no entanto, expressaram diferentes níveis de oposição sobre a proposta americana.

Pequim estaria descontente até mesmo com a possibilidade de autorizar a inspeção das cargas que vão para a Coréia do Norte para evitar a venda de material bélico.

O correspondente da BBC em Seul, Charles Scanlon, afirma que chineses e sul-coreanos temem que essas inspeções possam provocar ações militares contra a Coréia do Norte – risco que ambos não querem correr.

A nova proposta americana ainda mantém as inspeções, mas adota uma linguagem mais moderada em seu texto.

Também está presente no documento uma cláusula permitindo os países de vetar o trânsito de pessoas suspeitas de apoiar de alguma forma o programa nuclear de Pyongyang.

O presidente americano, George W. Bush, afirmou nesta quarta-feira que a Coréia do Norte vai enfrentar "sérias repercussões" do teste nuclear que realizou.

Bush disse que Washington ainda está tentando confirmar se o teste foi mesmo realizado - conforme foi anunciado na segunda-feira por Pyongyang -, mas, ainda assim, prometeu aumentar a cooperação com aliados no sistema de defesa contra "agressões" norte-coreanas.

MísseisCrise nuclear
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