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EUA propõem à ONU nova resolução contra Coréia do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança das Nações Unidas discute nesta segunda-feira um novo esboço de resolução contra a Coréia do Norte, após ter condenado um teste nuclear realizado pelo país. Na reunião do Conselho, os americanos propuseram o texto com treze pontos. Entre as exigências do esboço de resolução estão a proibição a todos os países de comercializar com a Coréia do Norte qualquer material que possa ser usado na fabricação de armas de destruição de massa; a realização de inspeções nas exportações norte-coreanas e nas importações feitas pelo país e o fim de transações financeiras que possam estar ajudando o programa nuclear. Os Estados Unidos também querem aprovar sanções descritas no capítulo sete da Carta da ONU, que prevê o uso de força militar. O embaixador americano nas Nações Unidas, John Bolton, que participa da reunião do Conselho, disse à imprensa que ninguém no encontro defendeu a Coréia do Norte e que a condenação ao teste foi unânime. Bush O presidente americano, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que o teste nuclear é um ato de "provocação". "Mais uma vez, a Coréia do Norte desafiou a vontade da comunidade internacional, e a comunidade internacional vai responder", afirmou Bush, em seu primeiro pronunciamento após o anúncio norte-coreano. Bush disse que o teste coreano "constitui uma ameaça à paz e à segurança internacional". Ele disse que falou por telefone com líderes da China, Japão, Rússia e Coréia do Sul e que todos reafirmaram o compromisso com uma península Coreana livre de armas nucleares. "O regime da Coréia do Norte continua sendo um dos que mais prolifera tecnologia balística, incluindo transferências para o Irã e para a Síria", disse Bush. Para ele, o desenvolvimento de tecnologia nuclear não ajudará o povo "oprimido e pobre", que merece um futuro melhor. Bush disse que o governo americano ainda está tentando confirmar se a Coréia do Norte de fato conduziu os testes. Brasil e o mundo O governo brasileiro divulgou nota condenando "veementemente" o teste nuclear coreano. No comunicado, o Itamaraty pede que a Coréia do Norte reintegre-se "sem condições e como país não nuclearmente armado ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares". Os testes nucleares conduzidos pela Coréia do Norte nesta segunda-feira provocaram várias reações negativas na comunidade internacional. A China, tradicional aliada norte-coreana, não poupou Pyongyang de críticas. “A República Democrática da Coréia do Norte ignorou a oposição generalizada da opinião internacional e conduziu um teste nuclear em 9 de outubro”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China. “O governo chinês se opõe firmemente a isso. O governo chinês exige que a Coréia do Norte abra mão de seu programa nuclear e suspenda qualquer ação que possa agravar ainda mais a situação”, afirma. “Estou ciente da declaração da Coréia do Norte sobre a realização de um teste nuclear”, disse o premiê japonês, Shinzo Abe. “O Japão está em contato com os Estados Unidos e com a China para troca de informações de inteligência... e discutirei com a Coréia do Sul como será nossa resposta”, afirmou. A Coréia do Sul disse que responderá com firmeza à ação norte-coreana. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o primeiro teste nuclear norte-coreano seria "um ato completamente irresponsável". |
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