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Atualizado às: 05 de outubro, 2006 - 10h12 GMT (07h12 Brasília)
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China é único país que pode solucionar crise com Coréia, diz Times
Jornais
A China é o único país que pode gerenciar a crise dos testes nucleares da Coréia do Norte. Esta é a opinião do diário britânico The Times, publicada em um editorial nesta quinta-feira.

Para o jornal, a mais recente crise entre a Coréia do Norte e o mundo é do líder norte-coreano Kim Jong-Il. “É preciso enfatizar isso porque a relutância bárbara do regime de Kim em negociar com seus vizinhos – e sua falta de credibilidade quando ele o faz – faz com que todo o trabalho pesado de garantir estabilidade na região tem de ser feito por outros”, diz o editorial.

O jornal diz que a China é responsável por parte do comportamento errático do regime de Pyongyang. “A vacilação da China em relação à Coréia do Norte (...) encorajou a Coréia do Norte a desenvolver seu programa nuclear e a assinar acordos para diminuir a pressão internacional, só para desprezá-los no momento seguinte”, afirma.

Segundo o editorial do Times, o conselho da China de não levar as ameaças de Kim Jong-Il tão a sério pode ser interessante. Isso se, privadamente, Pequim alertar Pyongyang como uma série de testes nucleares só serviria para isolar ainda mais o país, afastando a Coréia do Norte do seu único parceiro – a própria China.

“No ano passado, Pyongyang concordou em suspender seu programa nuclear em troca do final das sanções econômicas, mas a delegação norte-coreana não apareceu para a negociação. Só a China tem condições de tirar a Coréia do Norte da atual situação. Pequim tem muito a ganhar aceitando suas responsabilidades como potência regional. Caso contrário, mundo é que tem muito a perder.”

Rússia x Geórgia

O britânico The Independent traz uma reportagem nesta quinta onde discute as possibilidades de uma confronto armado entre a Rússia e a Geórgia, atualmente envolvidas em uma crise diplomática que vem se agravando nas últimas semanas.

“Parlamentares, ministros e líderes de partidos políticos russos, além de analistas com boas relações no Kremlin, alertaram para a concreta possibilidade de uma guerra da Rússia com a ex-vassala imperial Geórgia”, diz a matéria.

O Independent descreve os últimos acontecimentos no agravamento da crise entre os dois países, que é uma conseqüência da aproximação de Mikhail Saakashvili, presidente georgiano, do Ocidente. Saakashvili diz que a Rússia não consegue agüentar a idéia de ver uma parte do ex-império soviético ter aspirações ocidentais, como entrar para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ou na União Européia. O regime de Vladimir Putin acusa a Geórgia de ser uma marionete dos Estados Unidos.

“Vai haver guerra? Parece improvável. No ano em que é a anfitriã do G-8 dificilmente a Rússia vai querer uma guerra onde inevitavelmente será vista como Golias contra o David georgiano”, afirma o texto, adicionando que a suspensão do fornecimento de energia para Tbilisi seria uma medida mais provável – a exemplo do que aconteceu com a Ucrânia.

“A Geórgia liberou os prisioneiros russos e acredita-se que a medida vá diminuir a tensão. No caso de um conflito, a maior probabilidade é a de ver a Rússia apoiando forças separatistas em território georgiano do que um confronto total.”

Escolas americanas

No editorial “Quando as escolas ficam mortais”, o diário americano The Boston Globe aborda a “disseminação da cultura de armas, insensibilidade causada pela violência incessante da mídia e isolação crescente”, falando como se trata de uma mistura mortal.

“Os assassinatos das cinco garotas na escola da Pensilvânia são difíceis de se entender porque aconteceram numa comunidade Amish, que protege seus habitantes das influências corruptoras do mundo exterior”, diz o texto.

O jornal diz que os pais não devem nem podem ficar esperando por uma resposta do governo federal. Na opinião do Boston Globe, eles têm de insistir para que as escolas de suas crianças tenham um plano de segurança e verificar quem é que tem a responsabilidade sobre o assunto.

O editorial também pressiona o Congresso para se livrar da influência dos lobistas dos fabricantes de revólveres, que trabalham para manter os negociantes de armas na obscuridade. “Ainda que alguns policiais queiram compartilhar as informações que têm sobre armas e seus negociantes desonestos, esbarram na pressão dos lobistas da indústria de armas”, diz o texto.

“O massacre das crianças Amish foi o terceiro incidente de violência em escolas em menos de uma semana. Isso mostra que ninguém está a salvo dos assassinos. A melhor chance é encontrá-los antes”, conclui.

Coréia do NorteTestes nucleares
Entenda a crise em torno dos testes norte-coreanos
amishVida de Amish
Os amish são isolados, reservados e evitam tecnologia.
PutinCrise diplomática
Cresce a tensão entre governos de Rússia e Geórgia.
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