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Atualizado às: 04 de outubro, 2006 - 08h09 GMT (05h09 Brasília)
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China pede calma à Coréia do Norte
Poster contra testes nucleares da Coréia do Norte
Os sul-coreanos protestaram contra o anúncio dos testes nucleares
A China pediu calma depois do anúncio de que a Coréia do Norte planeja testar uma bomba nuclear.

"Esperamos que a Coréia do Norte exercite a calma e moderação necessárias", disse um porta-voz do Ministério do Exterior chinês, pedindo ainda que outros países mantivessem as negociações abertas e evitassem o acirramento das tensões.

A Coréia do Norte anunciou o teste na televisão estatal na terça-feira, sem definir uma data, atribuindo a decisão à "ameaça de guerra nuclear e sanções" por parte dos Estados Unidos.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, respondeu dizendo que o teste seria "um ato provocativo" e que os Estados Unidos teriam que reavaliar suas opções em resposta.

Já o Japão definiu a decisão da Coréia do Norte como "inaceitável"e afirmou que Tóquio "simplesmente não poderia aceitar" que o país conduzisse um teste nuclear.

A Coréia do Sul avisou que poderia deixar de lado sua política de insistir nas negociações com o Norte caso os testes sejam levados adiante, enquanto um porta-voz do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou que a ação não melhoraria em nada a segurança da Coréia do Norte.

Diplomacia

Os Estados Unidos já deram indicações de que levantariam a questão do teste nuclear no Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas a China defende que o assunto deve ser discutido pelo grupo de seis países (Estados Unidos, União Soviética, Japão, China, Coréia do Sul e a própria Coréia do Norte) responsáveis por negociar a questão nuclear.

"Se as conversas do grupo de seis países não puderem fazer nada a respeito, não acredito que o Conselho esteja em posição de fazê-lo", afirmou o enviado da China às Nações Unidas, Wang Guangya.

As conversas multilaterais sobre a questão nuclear estão emperradas há quase um ano, com Pyongyang se recusando a voltar à mesa de negociações até que os Estados Unidos suspendam as sanções econômicas impostas ao país.

Apesar do ensaio de uma retomada da diplomacia nos últimos meses, depois que a Coréia do Norte conduziu testes de mísseis condenados internacionalmente, poucos avanços foram feitos.

Capacidade Nuclear

Acredita-se que a Coréia do Norte tenha desenvolvido algumas ogivas nucleares, mas o país nunca havia anunciado que testaria uma.

Informações obtidas por Estados Unidos e Coréia do Sul sugerem que Pyongyang tenha pelo menos um local subterrâneo para testes.

A Coréia do Norte parece cada vez mais irritada com as sanções impostas pelos Estados Unidos e outros governos.

Em 2002, o país reiniciou o seu reator nuclear em Yongbyon e expulsou dois monitores da ONU do país. Não se sabe que progressos foram feitos na usina desde então.

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