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Potências mundiais condenam teste norte-coreano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Importantes representantes da comunidade internacional, incluindo autoridades de Estados Unidos, Japão, França e Grã-Bretanha, reagiram de forma negativa ao anúncio da Coréia do Norte de que o país realizará "em breve" um teste nuclear. De acordo com Jonathan Beale, correspondente da BBC no Cairo, o Departamento de Estado americano divulgou um comunicado em que descreve os testes como uma ameaça para a paz e a estabilidade e afirma que, caso eles sejam realizados, os Estados Unidos "responderão da maneira adequada". O comunicado, divulgado pelo porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, diz ainda que um ato desta natureza somente isolaria a Coréia do Norte ainda mais. Beale acrescenta, no entanto, que o governo americano tem pouco a fazer para impedir a Coréia do Norte de ir adiante. "Ato imperdoável" O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, também condenou a decisão norte-coreana de fazer testes nucleares e disse que o governo japonês "jamais perdoará" a Coréia do Norte, caso isso aconteça. "Isso seria uma grande ameaça à paz. Jamais poderemos perdoar uma medida do gênero", disse Aso à agência de notícias francesa AFP. "No passado, eles acabaram fazendo o que disseram que iriam fazer. Creio que seja um engano pensar automaticamente que eles não farão os testes." O ministro afirmou ainda que um teste nuclear norte-coreano "afetaria gravemente o nordeste asiático, inclusive o Japão". A ameaça norte-coreana ocorre uma semana depois da posse do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que manifestou a intenção de ampliar o poder militar do Japão, que tem sido pacifista desde o final da 2ª Guerra Mundial. Abe tem defendido posições duras em relação ao regime norte-coreano. Quando a Coréia do Norte realizou sete testes com mísseis, o atual primeiro-ministro japonês defendeu sanções econômicas contra o governo norte-coreano. Conseqüências A Coréia do Sul anunciou que fará uma reunião de emergência, com a participação de membros do governo ligados à segurança, para avaliar qual a posição a ser tomada diante do anúncio dos testes nucleares da Coréia do Norte. "Uma reunião nas próximas horas discutirá a situação", afirmou Mira Sun, porta-voz do governo sul-coreano. De acordo com a AFP, o governo britânico declarou que um teste nuclear norte-coreano seria "extremamente provocativo". "Um teste de mísseis neste momento seria visto pela Grã-Bretanha e pelo resto da comunidade internacional como uma provocação e causaria sérias conseqüências à Coréia do Norte", afirmou um porta-voz do Ministério do Interior britânico. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, preferiu não condenar a decisão da Coréia do Norte e exortou os Estados Unidos a voltarem às negociações com o regime norte-coreano sobre o programa nuclear dos asiáticos. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Baptiste Mattei, disse que um teste nuclear norte-coreano seria um "fator de grave instabilidade para a segurança nacional e internacional". Mattei pediu ao governo norte-coreano que reconsidere a sua posição. A China ainda não emitiu opinião sobre o anúncio da Coréia do Norte. |
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