|
Japão e Austrália impõem sanções à Coréia do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Japão e Austrália anunciaram novas sanções à Coréia do Norte, bloqueando transferências financeiras para o país feitas por pessoas ou empresas suspeitas de ligação com seu programa de mísseis. As medidas vieram depois que a Coréia do Norte ignorou apelos internacionais e levou adiante testes de mísseis em julho deste ano. Os mísseis falharam e caíram no mar, em águas japonesas. Os Estados Unidos já haviam tomado uma ação parecida, mas a vizinha China, principal parceira econômica da Coréia do Norte, reafirmou sua posição contra qualquer sanção, dizendo que a questão deve ser resolvida através do diálogo. A Coréia do Sul também fez um apelo para que outros países reduzam a pressão sobre a Coréia do Norte, por temer que o país acabe realizando um novo teste nuclear, o que destruiria qualquer esperança de uma negociação diplomática. Sanções O porta-voz do governo japonês Shinzo Abe disse que as novas sanções estão alinhadas à resolução das Nações Unidas que condenou os testes de mísseis. "Tomando essas medidas, demonstramos a determinação da comunidade internacional e do Japão. Não sei como a Coréia do Norte vai reagir, mas espero que eles aceitem a resolução da ONU de forma sincera", afirmou ele. O bloqueio de transferências financeiras adotado pelo Japão afeta 15 grupos e um indivíduo, enquanto as medidas australianas envolvem 12 empresas e um indivíduo. As novas sanções também pedem um controle mais rigoroso de qualquer envio de fundos para a Coréia do Norte. O ministro do Exterior australiano, Alexander Downer, disse que as sanções eram "consistentes com nossa rígida posição diplomática contra a proliferação de armas de destruição em massa". Perigo nuclear Além da ameaça dos mísseis, a comunidade internacional também teme que a Coréia do Norte tenha pretensões de desenvolver armas nucleares. Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Coréia do Sul tentaram diversas vezes persuadir o país a abandonar seu programa nuclear. Mas as negociações estão suspensas desde novembro de 2005, porque a Coréia do Norte se recusa a participar de qualquer conversa antes de os Estados Unidos acabarem com restrições econômicas contra o país. Há um ano, a Coréia do Norte concordou em abandonar seu programa de armas nucleares em troca de ajuda econômica e garantias de segurança, mas o acordo não foi suficiente para aproximar o país do governo de Washington. Um ano depois, ainda isolada, a Coréia do Norte deixou a região em alerta com a possibilidade de fazer testes nucleares. Analistas afirmam que o país tem plutônio suficiente para várias bombas, mas ainda não se sabe se tem capacidade de fabricar armas eficientes. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Coréia do Sul doa comida para vizinho comunista20 de agosto, 2006 | Notícias Coreia do Norte faz novo lançamento de míssil05 de julho, 2006 | Notícias EUA e Japão advertem Coréia do Norte contra míssil18 de junho, 2006 | Notícias Japão pode ir ao Conselho de Segurança contra Coréia do Norte18 de junho, 2006 | Notícias Coréia do Norte se prepara para testar míssil17 de junho, 2006 | Notícias EUA acusam norte-coreanos de falsificar dólares19 abril, 2006 | BBC Report Justiça da Coréia interroga pesquisadores16 de janeiro, 2006 | Ciência & Saúde | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||