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Atualizado às: 19 de setembro, 2006 - 13h11 GMT (10h11 Brasília)
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Japão e Austrália impõem sanções à Coréia do Norte
Cartaz contra o líder norte-coreano Kim Jong-il
Os testes de mísseis da Coréia do Norte levaram a protestos na Ásia
Japão e Austrália anunciaram novas sanções à Coréia do Norte, bloqueando transferências financeiras para o país feitas por pessoas ou empresas suspeitas de ligação com seu programa de mísseis.

As medidas vieram depois que a Coréia do Norte ignorou apelos internacionais e levou adiante testes de mísseis em julho deste ano. Os mísseis falharam e caíram no mar, em águas japonesas.

Os Estados Unidos já haviam tomado uma ação parecida, mas a vizinha China, principal parceira econômica da Coréia do Norte, reafirmou sua posição contra qualquer sanção, dizendo que a questão deve ser resolvida através do diálogo.

A Coréia do Sul também fez um apelo para que outros países reduzam a pressão sobre a Coréia do Norte, por temer que o país acabe realizando um novo teste nuclear, o que destruiria qualquer esperança de uma negociação diplomática.

Sanções

O porta-voz do governo japonês Shinzo Abe disse que as novas sanções estão alinhadas à resolução das Nações Unidas que condenou os testes de mísseis.

"Tomando essas medidas, demonstramos a determinação da comunidade internacional e do Japão. Não sei como a Coréia do Norte vai reagir, mas espero que eles aceitem a resolução da ONU de forma sincera", afirmou ele.

O bloqueio de transferências financeiras adotado pelo Japão afeta 15 grupos e um indivíduo, enquanto as medidas australianas envolvem 12 empresas e um indivíduo.

As novas sanções também pedem um controle mais rigoroso de qualquer envio de fundos para a Coréia do Norte.

O ministro do Exterior australiano, Alexander Downer, disse que as sanções eram "consistentes com nossa rígida posição diplomática contra a proliferação de armas de destruição em massa".

Perigo nuclear

Além da ameaça dos mísseis, a comunidade internacional também teme que a Coréia do Norte tenha pretensões de desenvolver armas nucleares.

Estados Unidos, China, Japão, Rússia e Coréia do Sul tentaram diversas vezes persuadir o país a abandonar seu programa nuclear.

Mas as negociações estão suspensas desde novembro de 2005, porque a Coréia do Norte se recusa a participar de qualquer conversa antes de os Estados Unidos acabarem com restrições econômicas contra o país.

Há um ano, a Coréia do Norte concordou em abandonar seu programa de armas nucleares em troca de ajuda econômica e garantias de segurança, mas o acordo não foi suficiente para aproximar o país do governo de Washington.

Um ano depois, ainda isolada, a Coréia do Norte deixou a região em alerta com a possibilidade de fazer testes nucleares.

Analistas afirmam que o país tem plutônio suficiente para várias bombas, mas ainda não se sabe se tem capacidade de fabricar armas eficientes.

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