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Atualizado às: 07 de outubro, 2006 - 10h30 GMT (07h30 Brasília)
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Sul-coreanos dão tiros para advertir soldados do norte
Zona desmilitarizada entre as duas Coréias
Soldado sul-coreano observa início de território norte-coreano
Guardas sul-coreanos fizeram disparos de advertência a soldados da Coréia do Norte que cruzaram a linha desmilitarizada que separa os dois países, situada a pouco mais de 50 km da capital sul-coreana Seul.

As razões da incursão, de cerca de 30 metros, não estão claras. Segundo as primeiras informações, as tropas norte-coreanas regressaram à linha demarcada depois de serem alertadas por cerca de 40 disparos vindos do sul.

As duas nações irmãs vivem momentos de tensão, depois que o regime comunista do Norte indicou que poderia realizar testes com armas nucleares em breve.

Analistas especulam quando e onde os testes poderiam ser feitos. Militares sul-coreanos já monitoram alguns locais na península coreana. O governo do Japão sugeriu que os testes poderiam ser realizados neste fim de semana.

Conselho de Segurança

Enquanto isso, a Coréia do Sul acolheu uma declaração do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que tenta dissuadir Pyongyang da demonstração bélica.

O CS advertiu que atuará "de maneira consistente com sua responsabilidade" se a Coréia do Norte insistir em realizar os testes – que, segundo o comunicado, poderiam "colocar em risco a paz, a estabilidade e a segurança da região".

O ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul, Ban Ki-Moon, afirmou: "A Coréia do Norte deve desistir do seu plano para um teste nuclear, e retornar às negociações de seis partes sem nenhuma pré-condição".

As negociações frequentemente têm lugar na zona desmilitarizada onde se produziram as tensões deste sábado, literalmente a meio caminho dos edifícios militares das Coréias do Norte e do Sul.

Na semana que vem, no entanto, os encontros ocorrerão em Pequim. Além das duas nações, Estados Unidos, Japão, Rússia e China participam do grupo que se ocupa dos problemas da região.

A Coréia do Norte tem boicotado os diálogos multilaterais como protesto pelas sanções dos Estados Unidos.

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