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Atualizado às: 03 de outubro, 2006 - 22h49 GMT (19h49 Brasília)
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Para Rice, teste norte-coreano seria 'provocação'
Guardas norte-coreanos
Norte-coreanos anunciaram que farão teste nuclear 'em breve'
A decisão da Coréia do Norte de levar adiante um teste nuclear seria um "ato provocativo", afirmou nesta terça-feira a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, durante uma visita ao Egito.

Segundo Rice, os Estados Unidos terão que reavaliar as suas opções se Pyongyang realmente fizer o teste, conforme ameaçou nesta terça-feira por meio de um anúncio na TV estatal.

"Um teste nuclear norte-coreano criaria uma situação qualitativamente diferente na península corana", disse a secretária de Estado americana, no Cairo, argumentando que outros países na região teriam que reavaliar as suas relações com o governo norte-coreano se o teste fosse conduzido.

Pyongyang anunciou que testaria o seu arsenal nuclear "em breve", sem especificar uma data, e atribuiu a decisão à "ameaça de guerra nuclear e sanções" por parte dos Estados Unidos.

Conselho de Segurança

Em Nova York, o embaixador americano na ONU, John Bolton, também condenou o anúncio e pediu que o Conselho de Segurança da entidade responda à Coréia do Norte com uma "estratégia coerente".

"Dada a ação extremamente forte tomada pelo Conselho em julho condenando os testes dos mísseis balísticos da Coréia do Norte, eu acho que é importante que estejamos preparados para continuar (pressionando)", disse o diplomata.

Segundo Bolton, os 15 membros do conselho - incluindo os cinco com direito a veto: EUA, França, Grã-Bretanha, Rússia e China - farão uma reunião nesta quarta-feira para discutir a crise.

Autoridades de dois outros membros permanentes do Conselho, França e Grã-Bretanha, além das do Japão, também reagiram de forma negativa ao anúncio norte-coreano.

O ministro do Exterior japonês, Taro Aso, disse que o teste nuclear "afetaria gravemente o nordeste asiático, inclusive o Japão" e que o governo de Tóquio "jamais perdoaria" Pyongyang pelo teste.

A ameaça norte-coreana é feita uma semana depois da posse do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que no passado já defendeu sanções econômicas contra o governo norte-coreano, o que coincidiria com a posição dos Estados Unidos, que já aplicou as suas sanções unilaterais.

Antes mesmo da reunião do Conselho de Segurança, no entanto, as diferentes opiniões em relação a como a lidar com a crise começaram a ficar evidentes.

O representante chinês na ONU, Wang Guangya, disse que o assunto precisa ser tratado com moderação e defendeu as negociações envolvendo seis países (a própria Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Japão, Rússia e EUA) como o "melhor canal" de diálogo com Pyongyang.

"Esta questão é delicada, portanto eu exorto todas as partes a exercitar a moderação", afirmou Wang, segundo a agência de notícias France Presse.

A Rússia, outro membro com assento permanento no Conselho, também pediu uma abordagem diplomática para a crise.

A Coréia do Norte, porém, interrompeu as negociações envolvendo os seis países e, para retomá-las, exige que Washington levante as sanções impostas ao país como forma de pressioná-lo a abandonar as suas ambições nucleares.

De acordo com Jonathan Beale, correspondente da BBC no Cairo, o governo americano tem pouco a fazer para impedir a Coréia do Norte de ir adiante.

Os chineses têm, como os sul-coreanos, defendido esforços diplomáticos mais discretos para convencer Pyongyang a abandonar o seu programa nuclear, embora os dois países tenham condenado os testes com mísseis balísticos realizados pelo país no Mar do Japão no início do ano.

Sanções

Acredita-se que a Coréia do Norte tenha desenvolvido algumas ogivas nucleares, mas o país nunca havia anunciado que testaria uma.

Informações obtidas por Estados Unidos e Coréia do Sul sugerem que Pyongyang tenha pelo menos um lugar subterrâneo para testes.

A Coréia do Norte parece cada vez mais irritada com as sanções impostas pelos Estados Unidos e outros governos.

Em 2002, o país reiniciou o seu reator nuclear em Yongbyon e expulsou dois monitores da ONU do país. Não se sabe o que foi feito na usina desde então.

O anúncio desta terça-feira, no entanto, deve aumentar a pressão para que Pequim e Seul adotem uma política mais dura com a Coréia do Norte, avalia a editora para assuntos asiáticos da BBC, Clare Harkey.

Além disso, acrescenta Harkey, o fato de o país estar com uma economia decadente suscita preocupações em relação à segurança do teste.

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