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Rússia negocia com Coréia do Norte questão nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, disse estar mantendo contatos com líderes da Coréia do Norte para tentar dissuadir o país de levar adiante seus planos de realizar um teste nuclear. Durante uma visita a Varsóvia, na Polônia, Lavrov afirmou que era importante que a Coréia do Norte voltasse à mesa de negociações em nome da não-proliferação nuclear e da segurança da península coreana. Lavrov disse acreditar que há a possibilidade de que a Coréia do Norte volte ao caminho diplomático. Mais cedo, o subsecretário de Estado americano Christopher Hill disse que os Estados Unidos “não vão aceitar” uma Coréia do Norte munida de armas atômicas. Para Hill, Pyongyang chegou "a uma encruzilhada muito importante no caminho" e precisa escolher entre "ter um futuro ou ter essas armas (nucleares), mas não pode ter ambos". Segundo o subsecretário, a mensagem foi passada diretamente, por meio de canais diplomáticos, a representantes norte-coreanos na Organização das Nações Unidas (ONU), mas ainda não houve uma resposta. Hill, porém, não especificou como o país vai reagir se um teste realmente ocorrer. "Eu não estou disposto, neste ponto, a dizer o que nós vamos fazer, mas estou disposto a dizer que nós não vamos esperar por uma Coréia do Norte nuclear, nós não vamos aceitar isso", afirmou. Os Estados Unidos querem que outros países se unam contra os planos norte-coreanos, mas o embaixador americano na ONU, John Bolton, reconheceu que há uma divisão em relação a como reagir à ameaça do país. Reação internacional O Japão vem liderando esforços para formular uma declaração firme a ser apresentada na ONU. Mas a China apelou por calma, dizendo que espera que a Coréia do Norte "aja com a necessária calma e comedimento". Os chineses defendem que a questão seja resolvida com a reativação de negociações envolvendo seis países (Estados Unidos, Rússia, Japão, China, Coréia do Sul e a própria Coréia do Norte), que estão emperradas há quase um ano. O novo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deve visitar a China e a Coréia do Sul nos próximos dias para discutir a crise. O anúncio de teste também causou alarme na Coréia do Sul. O vice-ministro do Exterior, Yu Myung-hwan, advertiu que um teste norte-coreano bem sucedido pode provocar uma corrida armamentista na Ásia. Segundo ele, a ação poderia "dar um pretexto" para que o Japão buscasse armas nucleares e isso levaria a iniciativas semelhantes por parte de China e Rússia, o que representaria uma mudança no equilíbrio de poder no nordeste da Ásia. Brasil O Itamaraty condenou na quarta-feira, por meio de nota oficial, o anúncio da Coréia do Norte de que vai realizar um teste nuclear. O texto afirma que o governo brasileiro recebeu com “grande preocupação” a notícia divulgada na terça-feira. “Ao reiterar sua posição em favor do desarmamento e da não-proliferação de armas de destruição em massa, em particular as armas nucleares, o governo brasileiro condena o anúncio de Pyongyang, que agrega tensão ao quadro regional e internacional”, afirma a nota. O governo brasileiro conclama a Coréia do Norte a “aderir à norma internacional sobre testes nucleares” e a “reintegrar-se plenamente ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP)”, voltando à mesa de negociações. Sanções A Coréia do Norte anunciou seus planos para testar uma bomba nuclear na terça-feira, dizendo que isso aumentará sua segurança frente à hostilidade dos Estados Unidos, embora não tenha estabelecido uma data. Acredita-se que o país tenha desenvolvido algumas ogivas mas jamais houve um anúncio de testes. A Coréia do Norte parece cada vez mais ressentida com sanções impostas pelos Estados Unidos e outros países a suas empresas e o bloqueio de contas internacionais. Em 2002, a Coréia do Norte reiniciou a operação de seu reator nuclear em Yongbyon e forçou dois monitores da ONU a deixar o país. Não está claro o quanto o trabalho avançou na usina dedte então. |
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