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China pede ação da ONU contra Coréia do Norte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China pediu que a ONU tome uma ação "apropriada" em resposta ao teste nuclear norte-coreano. Principal aliada de Pyongyang, a China se recusou a descartar a imposição de novas sanções da ONU, mas disse que uma eventual ação militar seria "inimaginável". O Conselho de Segurança da ONU está analisando um esboço de resolução que propõe uma série de sanções financeiras e comerciais. Os Estados Unidos descreveram o teste norte-coreano como um "gesto provocador". O embaixador americano na ONU, John Bolton, disse que seu país não descarta uma ação militar, mas que estavam na busca de uma saída diplomática. China A resposta da China - o país de maior influência sobre a Coréia do Norte - ao teste nuclear do país comunista vizinho está sendo visto por vários analistas como a chave para uma solução diplomática para a crise causada pelo programa nuclear norte-coreano. O porta-voz do ministério do Exterior Liu Jianchao disse: "Isso certamente vai ter um impacto negativo sobre as relações entre a China e a Coréia do Norte". Ele disse que a ONU deveria tomar "medidas apropriadas" mas acrescentou que a China ainda estava analisando a natureza destas possíveis ações. Perguntado sobre a possibilidade de uma ação militar, Liu disse que este seria um "caminho inimaginável". Há informações de que a China teria cancelado a folga de soldados posicionados ao longo da fronteira com a Coréia do Norte, e as forças sul-coreanas estão em estado de alerta. O presidente sul-coreano Roh Moo-hyun disse temer que a ação norte-coreana possa "iniciar uma corrida armamentista nuclear em outros países". Armas nucleares Apesar da preocupação manifestada pela Coréia do Sul, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse nesta terça-feira que o Japão não pretende desenvolver suas próprias armas nucleares em resposta às ações norte-coreanas. Abe afirmou que o o teste nuclear norte-coreano "é uma ameaça à segurança do Japão", mas declarou que o governo japonês vai se manter fiel ao princípio de armas não-nucleares que o país estabeleceu após a Segunda Guerra Mundial. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, disse que o primeiro teste nuclear indiano, realizado em 1998, não pode ser comparado com a medida adotada pela Coréia do Norte. Em Londres, onde se reuniu com o primeiro-ministro britânico Tony Blair, Singh disse que uma deterioração do regime internacional de não-proliferação de armas nucleares não interessa a Índia. O ministro do governo israelense Binyamin Ben-Eliezer também manifestou preocupação com o teste norte-coreano e disse que a medida pode encorajar o Irã a continuar com seu próprio programa nuclear. Apenas o Irã, que também está sujeito a enfrentar uma possível imposição de sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU por causa de seu programa nuclear, manifestou apoio ao teste norte-coreano. Autoridades iranianas reclamaram da existência de um sistema de apartheid nuclear, com o objetivo de manter a tecnologia nuclear nas mãos de apenas alguns poucos países. Sanções O Conselho de Segurança da ONU, reunido em Nova York nesta segunda-feira, condenou o teste com veemência. O órgão está discutindo opções de ações punitivas, e analisando um documento de 13 pontos apresentado pelos Estados Unidos que impõe uma série de sanções. Entre as propostas, estão a suspensão do comércio de materiais que possam ser utilizados para construir armas de destruição em massa, inspeções de cargas que chegam ou saem do país, a suspensão de transações financeiras usadas para apoiar a proliferação nuclear e a proibição da importação de artigos de luxo. Outra medida proposta é o fechamento de portos e aeroportos estrangeiros para navios e aviões norte-coreanos. Os Estados Unidos também querem que as sanções sejam adotadas conforme o capítulo sete da Carta da ONU, que significa que elas seriam obrigatórias e poderiam ser aplicadas através do uso de força militar. |
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