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Atualizado às: 14 de outubro, 2006 - 02h13 GMT (23h13 Brasília)
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Sucessor de Annan pede 'unidade' contra crise nuclear
O diplomata sul-coreano Ban Ki-moon
Ban diz que visitar a Coréia do Norte será uma de suas prioridades
O próximo secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu nesta sexta-feira que as Nações Unidas adotem uma posição conjunta para contornar a crise desencadeada pelo anúncio do teste nuclear realizado pela Coréia do Norte.

"É absolutamente necessário que a comunidade internacional envie novamente uma mensagem muito forte, unificada e clara para que a Coréia do Norte não tenha nenhuma tentação de se envolver em novas atividades negativas que possam agravar a situação", disse o diplomata.

O pronunciamento do sul-coreano ocorreu logo depois da aprovação pela Assembléia Geral da ONU da indicação de seu nome para substituir Kofi Annan no cargo de secretário-geral das Nações Unidas.

Annan deixará a função em 31 de dezembro, e Ban será o primeiro asiático a assumir o cargo desde U Thant, da Birmânia, que foi secretário-geral da ONU de 1961 a 1971.

Como ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Ban Ki-moon chegou a participar de negociações com a Coréia do Norte sobre o programa nuclear do país.

Ao ser indicado para a função de secretário-geral da ONU, o diplomata sul-coreano disse que uma de suas prioridades, assim que assumir o cargo, será visitar a Coréia do Norte.

Resolução

Em meio à aprovação da indicação de Ban Ki-moon, o Conselho de Segurança da ONU deu seqüência às negociações sobre uma resolução a ser adotada como condenação às atividades nucleares da Coréia do Norte.

De acordo com o embaixador americano na ONU, John Bolton, os membros do Conselho de Segurança concordaram em votar neste sábado uma nova proposta de resolução apresentada pelos Estados Unidos.

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse, no entanto, que Rússia e China são contra a adoção de "sanções extremas" contra a Coréia do Norte.

Para obter o apoio de russos e chineses, o governo americano alterou duas vezes a proposta até chegar ao texto apresentado nesta sexta-feira, que prevê menos sanções e não inclui a cláusula que abriria caminho para uma ação militar.

Rússia e China, que têm direito a veto no Conselho de Segurança, resistiam à idéia de um possível uso de força militar para garantir a aplicação de sanções.

A nova proposta americana determina que qualquer ação militar exigiria a aprovação de uma nova resolução.

Embargo

Os Estados Unidos também abrandaram os termos do embargo de armas, previsto no esboço original da resolução, limitando a proibição de vendas para a Coréia do Norte a armamentos pesados como mísseis, tanques e helicópteros.

Mas o trecho autorizando países a inspecionar carga entrando e saindo da Coréia do Norte, em busca de materiais que poderiam ser utilizados na fabricação de armas, foi mantido.

A resolução também exige que a Coréia do Norte respeite um acordo de setembro de 2005 em que o país se comprometia a abandonar seu programa nuclear em troca de garantias internacionais de ajuda e segurança.

Atualmente presidido pelo Japão, o Conselho de Segurança da ONU tem 15 membros. Cinco países possuem vagas permanentes no órgão e têm direito a veto: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia.

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