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China e Rússia se dizem contra 'sanções extremas' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Rússia e a China são contra a adoção de "sanções extremas" contra a Coréia do Norte, afirmou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, ao sair de uma reunião com um enviado do governo chinês a Moscou nesta sexta-feira. "Nós temos uma posição comum com a China quanto à necessidade de buscar uma abordagem equilibrada, para não ceder às emoções, a sanções extremas", disse Lavrov, na capital russa. Na sede da ONU, em Nova York, continuam as negociações no Conselho de Segurança em torno da resolução a ser adotada em resposta à Coréia do Norte pela realização de um teste nuclear. Os membros do Conselho concordaram em votar neste sábado uma nova proposta de resolução apresentada pelos Estados Unidos, segundo o embaixador americano na ONU, John Bolton. "Pode haver mudanças adicionais ao texto, mas nós temos um acordo unânime", afirmou Bolton. Justamente a fim de obter o apoio da Rússia e da China, Washington alterou duas vezes a proposta de forma a prever menos sanções, até chegar ao texto apresentado nesta sexta-feira, que eliminou uma cláusula que abria caminho para uma ação militar. Os dois países, que têm direito a veto no Conselho de Segurança, resistiam à idéia de possível uso de força militar para garantir a aplicação de sanções. A nova proposta americana determina que qualquer ação militar exigiria a aprovação de uma nova resolução. Atualmente presidido pelo Japão, o Conselho tem 15 membros, dos quais cinco são permanentes e têm direito a veto: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia. Linguagem mais branda Os Estados Unidos também abrandaram os termos do embargo de armas, previsto no esboço original da resolução, limitando a proibição de vendas para a Coréia do Norte a armamentos pesados como mísseis, tanques e helicópteros. Mas o trecho autorizando países a inspecionar carga entrando e saindo da Coréia do Norte, em busca de materiais que poderiam ser utilizados na fabricação de armas, foi mantido. A resolução também exige que a Coréia do Norte implemente um acordo de setembro de 2005 em que o país se compromete a abandonar seu programa nuclear em troca de garantias internacionais de ajuda e segurança. Ainda nesta sexta-feira, o Japão colocou em vigor uma série de sanções unilaterais contra a Coréia do Norte. As medidas, anunciadas na quarta-feira, incluem a suspensão de importações norte-coreanas e o fechamento de portos a navios da Coréia do Norte. Navios norte-coreanos - que costumavam levar frutos do mar e cogumelos para o Japão, e retornar com bicicletas, carros usados, motos e eletrodomésticos - estão proibidos de aportar no Japão desde 0h de sábado (12h em Brasília desta sexta-feira). Pyongyang ameaça retaliar as sanções japonesas.
Rice na Ásia A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, deverá partir na semana que vem para uma viagem por China, Japão e Coréia do Sul, a fim de atrair apoio a uma política mais dura para a Coréia do Norte. A crise também foi discutida em Pequim entre o presidente chinês, Hu Jintao, e o da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun. "Os dois líderes concordaram em apoiar contramedidas apropriadas e necessárias pelo Conselho de Segurança da ONU contra a Coréia do Norte", limitou-se a dizer Song Min-soon, assessor de segurança nacional do presidente sul-coreano. Roh está sob pressão para rever a política de aproximação com os norte-coreanos. Explosão nuclear? Estima-se que três mil pessoas tenham participado de um protesto em Seul para exigir o corte de ajuda e investimentos a Pyongyang. A própria realização do teste nuclear norte-coreano é, no entanto, motivo de especulação. Foi cogitada até a possibilidade de ele não ter sido bem-sucedido. Os Estados Unidos contribuíram para a polêmica nesta sexta-feira, ao anunciarem que a explosão parece não ter alcançado o patamar nuclear. Autoridades americanas explicaram à BBC, entretanto, que isso não significa necessariamente que a explosão não tenha sido nuclear, mas apenas que as análises realizadas pelos técnicos americanos não permitem definir a natureza da explosão. Cientistas da China e da Coréia do Sul também disseram que não detectaram provas de radioatividade no ar, no solo ou na água da chuva. Um funcionário do Ministério de Ciência e Tecnologia da Coréia do Sul, Yoo Bong-jin, também ressalvou que isso não era prova de que o teste havia falhado. |
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