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Atualizado às: 25 de julho, 2006 - 17h01 GMT (14h01 Brasília)
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Israel quer 'faixa de segurança' no sul do Líbano
Condoleezza Rice e Amir Peretz
O ministro Amir Peretz, depois do encontro com Condoleezza Rice
O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, disse nesta terça-feira que seu país pretende estabelecer "uma nova faixa de segurança no sul do Líbano", a qual manterá até que a força multinacional proposta possa chegar à região.

“Não temos outra opção. Temos que construir uma nova faixa de segurança que será uma cobertura para as nossas forças”, disse Peretz, sem especificar se as forças israelenses ocupariam a região ou se a faixa de segurança seria mantida por meio de bombardeios aéreos.

As declarações de Peretz foram feitas após o fim da visita de dois dias à região da secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, para buscar uma solução para o conflito.

Rice chegou nesta terça-feira à noite a Roma como a figura central do encontro marcado para esta quarta-feira, que reunirá ministros de 15 países assim como representantes do alto-escalão das Nações Unidas, União Européia e Banco Mundial para discutir a situação no Oriente Médio.

Já na chegada, um dos assistentes da secretária de Estado americana afirmou que seria muito difícil chegar a um cessar-fogo neste momento.

"Nós gostaríamos de um cessar-fogo amanhã, se ele fosse sustentável e construído de maneira apropriada. Objetivamente, isso será muito difícil de se alcançar", disse David Welch, secretário assistente de Estado para assuntos do Oriente Próximo.

Falando antes de sair de uma Beirute bombardeada com direção à Itália, via Chipre, o primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, também deixou claro que não está muito esperançoso em conseguir um cessar-fogo durante o encontro.

"Quero que isso fique claro: Eu não espero que a conferência de Roma leve a um cessar-fogo, mesmo que nós devamos fazer tudo em nosso poder para alcançar um", disse ele.

Controle

A idéia do envio de uma força multinacional ao Líbano deve estar no topo da agenda de discussões do encontro em Roma.

Uma fonte citada pela agência de notícias Reuters disse que entre 10 mil e 20 mil soldados de força de paz seriam necessários para controlar a zona.

O ministro da Defesa de Israel disse que a eventual faixa de segurança a ser criada no sul do Líbano será mantida “sob o controle de nossas forças se não houver uma força multinacional”.

Fontes do governo israelense estimaram a largura da zona em algo entre três e dez quilômetros.

Após seus encontros com o premiê israelense, Ehud Olmert, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, nesta terça-feira, Condoleezza Rice expressou sua preocupação com o sofrimento de “pessoas inocentes” com o conflito.

Abbas pediu um imediato “fim da agressão contra a Faixa de Gaza e a Cisjordânia” e um “imediato cessar-fogo” no Líbano.

Rice disse que a única solução para a crise é uma paz duradoura e sustentável – “que possa lidar com as causas do extremismo e levar ao estabelecimento da soberania do governo libanês em todo o seu território”.

Operações no Líbano

Enquanto Rice continuava seus contatos diplomáticos, Israel manteve suas operações no Líbano, isolando a cidade de Bint Jbeil, uma base do Hezbollah que vem assistindo a uma batalha feroz desde que os israelenses tomaram o vilarejo próximo de Maroun al-Ras, no sábado.

Um grupo de militantes do Hezbollah estaria resistindo à ação israelense na cidade.

Israel também retomou seus ataques aéreos a Beirute, com explosões registradas nos subúrbios ao sul da cidade, onde o Hezbollah tem mais penetração.

Os militantes do Hezbollah também vêm mantendo os disparos de foguetes Katyusha contra Israel.

Uma garota árabe-israelense de 15 anos foi morta quando um míssil atingiu sua casa no vilarejo de Maghar, ao norte de Israel.

Haifa, a terceira maior cidade de Israel, foi atingida por ao menos uma dúzia de mísseis disparados a partir do território libanês. Um idoso morreu de ataque cardíaco ao buscar abrigo contra os disparos.

A cidade costeira libanesa de Tiro também vem sendo alvo de um forte bombardeio israelense, nas montanhas ao sul da cidade.

Mais ao norte, sete membros de uma mesma família, incluindo duas crianças, morreram em um ataque aéreo na madrugada à cidade de Nabatiyeh.

Hostilidades

Cerca de 380 libaneses e 42 israelenses já morreram em quase duas semanas de conflito na região, iniciado após a captura de dois soldados de Israel pelo Hezbollah em uma ação no lado israelense da fronteira, em 12 de julho.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, um dos líderes do grupo xiita admitiu que eles não esperavam uma reação tão forte de Israel à captura dos soldados.

"A verdade é que - deixe-me colocar isso claramente - nós não esperávamos uma resposta como essa...que (Israel) fosse explorar essa operação para travar essa enorme guerra contra o nosso grupo", disse Mahmoud Komati.

Komati também admitiu que cerca de 27 militantes do Hezbollah foram mortos desde o início do conflito com Israel, 19 deles em batalhas por terra.

O Exército de Israel disputa os números, afirmando ter matado "algumas dúzias" de integrantes do Hezbollah.

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