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Atualizado às: 12 de setembro, 2005 - 23h55 GMT (20h55 Brasília)
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Diretor de agência de emergências dos EUA renuncia
Michael Brown
Brown diz que renunciou "pelo bem da agência e do presidente"
O diretor da Fema (agência federal para emergências dos EUA), Michael Brown, renunciou nesta segunda-feira ao cargo após as críticas que recebeu por sua resposta à devastação provocada pela passagem do furacão Katrina.

Brown já havia sido afastado na sexta-feira pelo presidente George W. Bush da coordenação dos trabalhos de resgate e recuperação da região afetada pelo Katrina.

Brown disse que estava renunciando “pelo bem da agência e pelo bem do presidente”.

A renúncia foi anunciada poucas horas depois de Bush, em sua primeira visita à área central de Nova Orleans, ter admitido que erros foram cometidos na forma como as autoridades responderam à catástrofe criada pelo furacão.

“O presidente aprecia o trabalho de Brown”, disse o porta-voz da Casa Branca Scott McClellan. “Essa foi uma decisão de Brown. Uma decisão que ele tomou”, disse.

Segundo a agência de notícias France Presse, o próprio presidente pareceu inicialmente surpreso com a notícia da renúncia de Brown.

"Eu não posso comentar algo sobre o que vocês podem saber mais do que eu", afirmou, em resposta a repórteres, durante a sua passagem por Gulfport, Mississippi.

Substituto

O substituto de Brown, no entanto, já teria sido escolhido, segundo agências de notícias. O nome a ser anunciado seria David Paulison, um bombeiro atualmente responsável pela divisão de prontidão da Fema.

Na sexta-feira Brown havia sido chamado de volta a Washington e substituído pelo vice-almirante da Guarda Costeira Thad Allen no comando das operações de resgate na Louisiana.

Poucos dias antes, Bush havia elogiado publicamente o trabalho realizado por Brown nas operações de resgate.

Pesquisas de opinião publicadas pelas revistas Time e Newsweek sugeriram que a maioria dos americanos estava descontente com a velocidade com a qual o governo reagiu ao desastre de 29 de agosto.

A pesquisa patrocinada por Newsweek deu a Bush sua mais baixa taxa de aprovação, apenas 38%.

Corpos

O total de mortes confirmadas em conseqüência do furacão nos Estados do sul dos EUA ultrapassou nesta segunda-feira os 500, depois que 44 corpos de pacientes idosos foram encontrados em um hospital inundado de Nova Orleans.

As autoridades dizem que o número final de mortos deve ser bem mais baixo do que os milhares estimados inicialmente.

Na admissão de que foram cometidos erros na condução da tragédia, Bush disse que houve uma tranqüilidade inadequada depois da passagem da tempestade porque as pessoas pensaram que tinham sido poupadas do problema.

O presidente americano afirmou que o processo decisório da época precisa ser analisado com sobriedade.

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