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Bush afasta líder de serviços pós-Katrina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano afastou, nesta sexta-feira, o diretor da agência federal para emergências, Michael Brown, da coordenação dos trabalhos de resgate e recuperação da região afetada pelo furacão Katrina. Brown, que estava na Louisina, foi enviado de volta a Washington, mas não foi demitido do cargo de diretor da Fema (sigla em inglês para Agência Federal para a Administração de Emergências). "Eu instruí Mike Brown a voltar para a administração nacional da Fema", afirmou o ministro da Segyrança Interna, Michael Chertoff. Brown, que enfrentou forte críticas pela resposta do governo federal após a passagem do Katrina, será substituído pelo vice-almirante da Guarda Costeira Thad W. Allen. O militar já está supervisionando os trabalhos de resgate e de ajuda às vítimas em Nova Orleans, segundo relatos da mídia americana. O afastamento foi anunciado em meio a relatos de que Brown teria exagerado a sua experiência em situações de emergência no seu currículo. Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o diretor da Fema disse que a "história" (jornalísitica) não era a sua carreira e sim "o pior desastre na história dos Estados Unidos". Colin Powell O ex-secretário de Estado americano Colin Powell criticou em uma entrevista à rede de TV ABC a maneira como as autoridades do país vêm lidando com o desastre. Powell disse não conseguir entender por que não foram tomadas mais medidas preparatórias antes da chegada do furacão. O correspondente da BBC em Washington Justin Webb diz que os comentários de Powell têm relevância porque ele é uma figura respeitada no cenário político e também um representante da comunidade negra. Powell disse que aconteceram "várias falhas em diversos níveis - local, estadual e federal". "Existiram inúmeros avisos sobre os riscos em Nova Orleans. Não foi feito o suficiente." Ele disse que muitos negros não receberam proteção porque eles eram pobres, e não por causa de sua cor. "Deveria ter sido óbvio… quando você dá uma ordem para evacuação obrigatória, você não pode esperar que todos saiam voluntariamente." Coração partido Uma pesquisa de opinião feita pelo centro Pew concluiu que dois terços dos entrevistados consideram que o presidente George W. Bush poderia ter feito mais após a passagem do furacão. Dois terços dos negros entrevistados disseram acreditar que a resposta do governo teria sido mais rápida se a maioria das vítimas fosse de brancos. A subsecretária de Estado dos Estados Unidos Karen Hughes defendeu os esforços de Bush, dizendo que as alegações de que ele não estaria fazendo o suficiente "partem o coração" do presidente. Líderes do Partido Democrata disseram que vão se recusar a participar de uma comissão de inquérito sobre a maneira como se geriu a crise, que os republicanos pretendem criar. O Partido Republicano, ao qual pertence Bush, disse que vai formar a comissão apesar da ameaça de boicote. Nova Orleans Autoridades de Nova Orleans disseram nesta sexta-feira que o número de mortos pode estar bem abaixo da estimativa de 10 mil, feita pelo prefeito Ray Nagin na semana passada. "Algumas das mortes catastróficas que algumas pessoas previram podem não ter ocorrido", disse o coronel da reserva da Marinha Terry Ebert, segundo a agência de notícias Associated Press. Ebert, que é chefe da Segurança Interna, disse que as primeiras buscas feitas de rua em rua indicaram que o número de mortos é "relativamente menor", mas não quis fazer uma estimativa. Depois de dias fazendo consertos no sistema de diques da cidade, os funcionários trabalhando na recuperação da cidade voltaram-se para a contagem dos mortos e a remoção dos corpos. Os especialistas disseram nesta sexta-feira acreditar que será preciso um mês para tirar toda a água de Nova Orleans. |
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