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Furacão deve reduzir em meio ponto percentual crescimento da economia dos EUA, diz Snow | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário do Tesouro americano, John Snow, disse que a passagem do furacão Katrina deve provocar um desaquecimento da economia dos Estados Unidos nos meses que restam neste ano. Na previsão de Snow, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2005 deve ser meio ponto percentual inferior ao que se esperava antes da tormenta. As projeções iniciais de crescimento eram de 3,5% este ano. O furacão Katrina abalou fortemente três Estados do sul do país, Louisiana, Alabama e Mississippi, e provocou prejuízos que podem chegar a US$ 100 bilhões. Petróleo A indústria do petróleo na região do Golfo do México foi fortemente atingida. John Snow disse que o conseqüente aumento nos preços do petróleo e da gasolina deve ajudar a desaquecer a economia. "Faz sentido pensar que poderemos ver uma perda na taxa de crescimento do PIB de cerca de meio ponto percentual no próximo trimestre", advertiu o secretário do Tesouro na noite de terça-feira. Analistas prevêem que os consumidores americanos devem gastar menos nas lojas, já que terão de gastar mais com gasolina e aquecimento de suas casas. Ao mesmo tempo, as empresas terão de repassar os altos preços ou diminuir a sua margem de lucros. As declarações de Snow ecoam previsões de um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que afirma que os altos preços do petróleo no mercado mundial serão duradouros e ameaçam economias importantes como as de Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha. Apesar da preocupação com o desempenho econômico nos próximos meses, o secretário do Tesouro americano disse acreditar que o crescimento vai recuperar força em 2006. Na opinião de Snow, os esforços de reconstrução após o furacão Katrina podem ser um forte estímulo econômico. Ele acredita que, em razão dessas atividades, o PIB dos Estados Unidos deve ver uma expansão adicional de 0,5% em 2006. |
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