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Petróleo e derivados recuam, mas oferta ainda é limitada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As cotações do petróleo e de seus derivados recuaram, nesta sexta-feira, após o anúncio de que os Estados Unidos poderão receber reservas estrangeiras de petróleo para ajudar o país depois da passagem do furacão Katrina, que forçou o fechamendo de refinarias na região do Golfo fo México. O preço do barril do petróleo cru leve registrou uma queda de US$ 0,42 para US$ 69,05 após ter ultrapassado a barreira dos US$ 70, no meio da semana, recorde de alta histórico na Bolsa Mercantil de Nova York. O contrato futuro de gasolina caiu US$ 0,06 para US$ 2,3405 o galão – o preço, no entanto, ainda é duas vezes mais alto do que o registrado há um ano. Embora o preço da gasolina tenha recuado no pregão desta sexta-feira, os americanos ainda enfrentam o risco de uma oferta limitada do produto no curto prazo e, consequentemente, possível volatilidade nas cotações. Estoque O governo americano tem reserva de petróleo, mas não possui um estoque considerável de seus derivados, como gasolina, combustível para aviões e óleo para aquecimento. Os Estados Unidos importam parte da gasolina consumida no país, mas a maioria ainda é produzida nas próprias refinarias americanas. O problema é que oito refinarias do Golfo do México permanecem fechadas, após a passagem do furacão Katrina, e a perspectiva é que algumas voltem a funcionar dentro de apenas alguns meses. A perda dessa produção equivale a cerca de 10% da gasolina usada pelos americanos. O que torna a situação mais grave é que não foi construída nenhuma refinaria nova nos Estados Unidos desde a década de 70 em função do apelo dos ambientalistas e das pessoas que não desejam ter uma construção como essa na vizinhança. Uma das soluções poderá ser a compra de gasolina no exterior, mas a complicação é que cada Estado americano exige um padrão diferente para a importação do produto. Caso os exportadores do combustível resolvam desviar suas vendas para os Estados Unidos, é possível que o movimento impulsione as cotações no resto do mundo, já que a oferta diminuirá. Bush O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu aos americanos, na quinta-feira, que economizassem gasolina enquanto não houver a normalização da produção. Ele também prometeu punir companhias de petróleo que tentarem lucrar com a crise aumentando os preços. Bush declarou que, em conseqüência do fechamento das refinarias, será difícil entregar gasolina a algumas partes do país. |
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