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Atualizado às: 31 de agosto, 2005 - 08h18 GMT (05h18 Brasília)
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Petróleo volta a US$ 70 e derruba moedas asiáticas
posto de gasolina na Ásia
As economias da Ásia dependem de petróleo importado
O furacão Katrina fez os preços do petróleo passarem dos US$ 70, pressionando moedas de países da Ásia nesta quarta-feira.

Analistas estão preocupados porque as economias da Ásia dependem de petróleo e os preços recordes devem afetar seu desempenho.

O barril de petróleo leve bateu nos US$ 70,46 nesta quarta-feira, na Ásia, num aumento de 65 centavos em relação ao fechamento de terça-feira nos Estados Unidos, quando chegou a ser negociado a US$ 70,85 para depois cair um pouco.

O governo americano anunciou que vai soltar petróleo de suas reservas estratégicas para compensar a perda de produção causada pelo furacão. Logo após o anúncio, o preço do barril voltou para menos de US$ 70.

Ainda nesta quarta-feira, a rúpia da Indonésia voltou a ser afetada, depois de ter desabado para seu nível mais baixo em quatro anos na terça-feira.

O risco de contágio pesou sobre as demais moedas da Ásia, provocando a depreciação do dólar de Taiwan, do peso das Filipinas, do won da Coréia do Sul e do dólar de Cingapura. O dólar americano manteve alta em relação ao iene japonês.

Subsídio

"As moedas da Ásia, com economias dependentes de petróleo, estão sob a espada, com fragilidade em todas elas, com o iene sob pressão e a rúpia entrando em colapso", diz análise de estrategistas do ANZ Bank.

A Ásia importa a maior parte de suas necessidades de petróleo – mesmo a Indonésia que produz petróleo, importa derivados – e o aumento dos preços significa que mais dólares americanos são necessários para pagar as importações.

Além do aumento, alguns países da Ásia subsidiam, na prática, os preços do petróleo ao consumidor.

O governo da Indonésia anunciou aumento dos preços do petróleo e o banco central do país, que subiu os juros na terça-feira, prometeu novos aumentos se necessário.

"Achamos que os mercados de câmbio e de ações (na Ásia) reagiram de forma exagerada", diz um relatório do DBS Bank, que acredita que os riscos de um colapso sistêmico continuam baixos.

Fotos aéreas

As primeiras avaliações sobre o furacão Katrina nos Estados Unidos indicam danos generalizados a instalações de produção e refino de petróleo no Golfo do México.

Segundo a Guarda Costeira americana, sete plataformas estão à deriva e oito refinarias estão fechadas.

Fotos aéreas mostram danos significativos na plataforma Mars, da Shell, que normalmente produz 220 mil barris de petróleo cru e 220 milhões de pés cúbicos de gás por dia.

Para alguns analistas, apesar da atenção dada aos preços do petróleo, o abastecimento de gás natural deve ser muito afetado pelo furacão, porque não há reservas estratégicas.

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